Brasil é o quarto país com mais ataques de tubarão no ranking global do ISAF
O Brasil é o quarto país com mais ataques de tubarão no mundo, somando 107 ocorrências segundo o Arquivo Internacional de Ataques de Tubarão. Em Pernambuco, foram registrados 82 incidentes desde 1992, com destaque para Jaboatão dos Guararapes. No ano passado, o território brasileiro teve 65 mordidas não provocadas e 12 mortes confirmadas
O Brasil ocupa uma posição de destaque no ranking global de ataques de tubarão, conforme dados do Arquivo Internacional de Ataques de Tubarão (ISAF), mantido pelo Museu da Flórida, nos Estados Unidos. O levantamento, que abrange registros mundiais desde 1580 até o ano passado, coloca o país com 107 ocorrências, ficando atrás apenas de Estados Unidos (1.441), Austrália (642) e África do Sul (255).
A metodologia do ISAF foca em ataques "não provocados", definidos como incidentes ocorridos no habitat natural do animal, sem que tenha havido interação humana prévia. A base de dados é alimentada por observadores regionais e voluntários de ciências, o que pode gerar divergências em relação aos números oficiais de cada nação.
No cenário nacional, Pernambuco apresenta um histórico crítico. Desde 1992, o estado contabilizou 82 incidentes, somando-se a casos recentes. No último domingo (31), uma criança de 11 anos foi mordida em Jaboatão dos Guararapes, local que detém o maior volume de ataques no estado. Outras ocorrências recentes incluem a morte de Deivson Rocha Dantas, de 13 anos, na Praia Del Chifre, em Olinda, e um incidente em Fernando de Noronha, no dia 9 de janeiro, quando a turista Dayane Dalezen, de 36 anos, sofreu uma mordida leve na perna causada por um tubarão-lixa.
Em 2023, a região do Grande Recife registrou três ataques em um intervalo inferior a 15 dias: um surfista na Praia Del Chifre e dois adolescentes em dias consecutivos na localidade de Piedade.
No consolidado do ano passado, o ISAF confirmou 65 mordidas não provocadas e 29 provocadas em território brasileiro. Do total de 12 mortes confirmadas relacionadas a esses ataques, nove foram classificadas como não provocadas. O ranking global monitora ainda outros 50 países com menos de cinco registros cada, incluindo nações como Nova Zelândia (52), Papua Nova Guiné (48) e México (40).