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Brasil envia missão humanitária para apoiar a Venezuela após terremotos deixarem 40 mil desaparecidos

26 de Junho de 2026 às 18:06

Brasil enviou 44 profissionais e 12 toneladas de equipamentos para a Venezuela após terremotos deixarem mais de 40 mil desaparecidos. A missão, transportada por aeronave da FAB, deve pousar em Maracay nesta sexta-feira (26) e atuará por 15 dias

Brasil envia missão humanitária para apoiar a Venezuela após terremotos deixarem 40 mil desaparecidos
© DIVULGAÇÃO/CORPO DE BOMBEIROS DE SÃO PAULO

O Brasil mobilizou uma missão humanitária para prestar apoio à Venezuela após a ocorrência de ao menos dois fortes terremotos na noite de quarta-feira (24), que deixaram mais de 40 mil desaparecidos. A operação, coordenada por uma aeronave KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB), tem previsão de pouso na cidade de Maracay na noite desta sexta-feira (26). O voo partiu de São Paulo no início da tarde e realizou uma escala técnica para abastecimento em Boa Vista, Roraima.

A estrutura do contingente brasileiro em solo venezuelano é composta por 44 pessoas e 12 toneladas de equipamentos. Entre os profissionais, destacam-se 14 integrantes do estado de São Paulo, grupo formado por 11 bombeiros, um membro da Defesa Civil e dois médicos do Comando de Aviação da Polícia Militar (CAvPM), além de dois cães especializados em busca e salvamento.

A equipe paulista possui histórico de atuação em catástrofes, com experiências prévias em missões na Turquia e, mais recentemente, no Rio Grande do Sul. O objetivo central é a implementação de uma resposta rápida para aumentar as chances de localização de sobreviventes.

Para evitar sobrecarregar a infraestrutura local do país atingido, a missão opera em regime de autossuficiência. O grupo leva todo o material necessário para garantir a autonomia de hospedagem e suprimentos de água durante a permanência prevista de 15 dias.

A aeronave KC-390, comandada pelo major Anderson Dias, é especializada em cenários de crise e dificuldades logísticas. O modelo já foi empregado em operações de repatriação de brasileiros durante a guerra na Ucrânia, em combate a incêndios florestais e no transporte certificado de oxigênio durante a pandemia de covid-19.

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