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Comunidade indígena no Amazonas instala usina solar para reduzir dependência de geradores a diesel

25 de Maio de 2026 às 18:05

A Comunidade Indígena Três Unidos, no Amazonas, inaugurou em 22 de maio de 2026 uma usina solar para atender 45 famílias e seis equipamentos públicos. O projeto, financiado por recursos alemães e executado pela FAS, prevê a economia anual de 35 mil litros de diesel e a redução de 111 toneladas de emissões de CO₂

Comunidade indígena no Amazonas instala usina solar para reduzir dependência de geradores a diesel
Usina solar em aldeia indígena no Amazonas reduz 35 mil litros de diesel, corta emissões de CO₂ e melhora a rotina de famílias locais.

A Comunidade Indígena Três Unidos, localizada na Área de Proteção Ambiental do Rio Negro, no Amazonas, implementou uma usina solar que altera a dinâmica energética e econômica da região. A nova estrutura reduz a dependência de geradores a diesel, prevendo a economia de mais de 35 mil litros desse combustível por ano e a redução de aproximadamente 111 toneladas anuais de emissões de dióxido de carbono (CO₂).

O projeto beneficia cerca de 45 famílias e atende a 50 moradias e seis equipamentos públicos, incluindo postos de saúde, centro social, igreja, escolas municipal e estadual, além do Núcleo de Inovação e Educação para o Desenvolvimento Sustentável Assy Manana. A transição para a fonte fotovoltaica elimina gargalos logísticos, já que o diesel precisava ser adquirido e transportado por via fluvial, processo que encarecia o abastecimento e tornava a comunidade vulnerável a oscilações de preços e falhas no transporte.

A estabilidade no fornecimento elétrico impacta diretamente a conservação de alimentos, o uso de computadores e a manutenção de serviços básicos de saúde e educação. A iniciativa favorece também o turismo de base comunitária, atividade central na economia do povo Kambeba, que engloba a gestão de pousadas, restaurantes e a venda de artesanato. Com energia mais previsível, a RDS Puranga Conquista e outros empreendimentos locais conseguem ampliar a recepção de visitantes e a geração de renda vinculada à conservação da floresta.

A viabilização da usina ocorreu por meio de recursos do Ministério Federal do Meio Ambiente da Alemanha, com apoio da Iniciativa Internacional para o Clima (IKI) e da agência de cooperação alemã GIZ. A execução foi realizada pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS), com gestão da Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas e instalação técnica feita pela empresa Solalux.

A inauguração oficial aconteceu em 22 de maio de 2026, em agenda que partiu de Manaus com destino ao baixo Rio Negro. Para o tuxaua Waldemir Kambeba, a chegada da energia solar representa a concretização de um objetivo antigo, promovendo avanços no empreendedorismo, no trabalho das artesãs e na qualidade dos serviços públicos locais.

Esta implementação amplia ações anteriores da FAS na região, que em 2020, em parceria com a Embaixada da Irlanda, já havia instalado painéis solares para viabilizar a telemedicina. Agora, a usina em escala maior consolida a autonomia energética da comunidade, substituindo o ruído e a poluição dos motores a diesel por uma infraestrutura de baixo carbono compatível com a preservação ambiental da Amazônia.

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