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Gavião Peixoto lidera ranking nacional de qualidade de vida do Índice de Progresso Social 2026

20 de Maio de 2026 às 12:10

O Índice de Progresso Social Brasil 2026, divulgado pelo Imazon e parceiros, atribuiu ao país a média de 63,40 pontos. Gavião Peixoto (SP) lidera o ranking com 73,10 pontos, enquanto Uiramutã (RR) ocupa a última posição com 42,44. O Distrito Federal registrou a melhor performance entre as unidades da federação, com 70,73 pontos

Gavião Peixoto lidera ranking nacional de qualidade de vida do Índice de Progresso Social 2026
Divulgação/Prefeitura

O Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, divulgado nesta quarta-feira (20) pelo Imazon e parceiros, revela a disparidade na qualidade de vida entre os 5.570 municípios do país. Com base em 57 indicadores sociais e ambientais, o levantamento atribuiu ao Brasil uma média de 63,40 pontos. O ranking nacional é liderado, pelo terceiro ano consecutivo, por Gavião Peixoto, no interior de São Paulo, com 73,10 pontos, enquanto Uiramutã, em Roraima, ocupa a última posição com 42,44, evidenciando um abismo de mais de 30 pontos entre as extremidades.

A distribuição geográfica do bem-estar reflete desigualdades regionais profundas. As cidades com melhores índices concentram-se no Sul e Sudeste, com 18 das 20 melhores posições situadas nessas regiões, especialmente em São Paulo. No sentido oposto, 19 das 20 cidades com pior desempenho estão no Norte e Nordeste, com destaque crítico para o Pará, que detém 12 desses municípios.

No recorte por unidades da federação, o Distrito Federal apresenta a melhor performance, sendo o único estado acima dos 70 pontos, com 70,73. Na sequência aparecem São Paulo (67,96), Santa Catarina (65,58), Paraná (65,21) e Minas Gerais (64,66). As menores médias nacionais foram registradas no Pará (55,80), Maranhão (57,59) e Acre (58,03), resultando em uma diferença superior a 15 pontos entre o topo e a base da lista estadual.

Diferente de métricas baseadas em PIB ou riqueza, o IPS, desenvolvido em parceria com a Fundação Avina, Amazônia 2030, Centro de Empreendedorismo da Amazônia e Social Progress Imperative, foca no acesso a direitos e serviços básicos. A análise é dividida em três dimensões. A de Necessidades Humanas Básicas, que abrange saúde, alimentação, segurança, saneamento e moradia, obteve a melhor média nacional (74,58), com destaque positivo para o componente Moradia (87,95).

A dimensão Fundamentos do Bem-Estar, que engloba educação, qualidade ambiental e acesso à internet, registrou média de 68,81 pontos. O acesso à informação e comunicação foi o indicador de maior crescimento entre 2025 e 2026. Contudo, a qualidade do meio ambiente apresentou os piores resultados nos estados da Amazônia Legal, impactada por emissões de gases de efeito estufa, focos de calor e desmatamento acumulado.

O desempenho mais baixo do país foi encontrado na dimensão Oportunidades, com média de 46,82 pontos, mantendo a tendência de edições anteriores. Os índices mais críticos concentram-se em Direitos Individuais (39,14), Acesso à Educação Superior (45,97) e Inclusão Social (47,22). Esta última categoria apresenta queda desde 2024, motivada pelo aumento de famílias em situação de rua, baixa representatividade política e violência contra minorias.

Para a classificação final, o estudo organizou os municípios em nove grupos de desempenho. Em 2026, 706 cidades foram alocadas no grupo de melhor avaliação, ao passo que 23 municípios foram enquadrados na faixa de maior criticidade.

Com informações de G1

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