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Inmetro alerta que manter air fryers e fornos elétricos na tomada aumenta o gasto energético

15 de Maio de 2026 às 06:12

O Inmetro alerta que manter air fryers e fornos elétricos na tomada após o uso aumenta o consumo de energia e o risco de danos técnicos. A conexão contínua expõe componentes a oscilações de tensão e pode causar superaquecimento ou curtos-circuitos. A recomendação é retirar os aparelhos da rede elétrica após o resfriamento completo

Inmetro alerta que manter air fryers e fornos elétricos na tomada aumenta o gasto energético
Air fryer e forno elétrico ligados na tomada podem aumentar o consumo de energia e elevar riscos de danos elétricos.

Manter air fryers e fornos elétricos conectados à rede elétrica após o uso amplia o desperdício de energia e eleva os riscos de danos aos componentes internos dos aparelhos. O consumo ocorre especialmente em modelos equipados com painéis digitais, sensores, temporizadores e luzes indicadoras, cujos circuitos permanecem ativos em modo de espera mesmo sem a preparação de alimentos. O Inmetro alerta que esse estado de stand-by permanente, comum em residências brasileiras onde aparelhos compactos de alta potência ocupam espaço fixo nas bancadas, pode resultar em superaquecimento, curtos-circuitos e falhas nas instalações elétricas.

O impacto financeiro do consumo residual torna-se mais expressivo ao longo do mês em imóveis que mantêm diversos dispositivos ligados simultaneamente, como micro-ondas, cafeteiras e televisores, especialmente em períodos de tarifas elevadas. Embora o gasto individual pareça discreto, a soma de múltiplos aparelhos em modo de espera representa uma parcela relevante da conta de luz, variando conforme o modelo do equipamento e o tempo de permanência na tomada.

Além da questão energética, a conexão contínua expõe as placas eletrônicas, fusíveis e sensores a oscilações de tensão, frequentes durante tempestades ou falhas na rede. Esse processo pode causar um desgaste progressivo dos componentes de proteção, comprometendo a vida útil do produto mesmo que ele pareça funcionar normalmente. A interrupção total da alimentação elétrica é a medida eficaz para mitigar esses prejuízos.

Para a desconexão segura, a recomendação técnica é aguardar o resfriamento completo do equipamento, evitando queimaduras em grades e superfícies metálicas que retêm calor residual. O plugue deve ser removido puxando-o diretamente, e nunca pelo cabo, para preservar a integridade da fiação.

A segurança doméstica também depende da infraestrutura elétrica. O uso de benjamins, extensões improvisadas, adaptadores sobrecarregados ou tomadas frouxas em aparelhos de alta potência aumenta a probabilidade de superaquecimento. Sinais como cheiro de queimado, faíscas ou quedas constantes do disjuntor indicam a necessidade de revisão imediata da instalação, que deve contar com fiação adequada e disjuntores compatíveis com a carga da cozinha.

A sobrecarga é mais recorrente em imóveis antigos, onde a estrutura não foi projetada para a demanda de eletrodomésticos modernos. Por isso, orienta-se não conectar múltiplos equipamentos de alta potência no mesmo ponto de energia. Fabricantes recomendam a consulta aos manuais para verificar exigências específicas de aterramento, ventilação e tensão.

Como prática de eficiência e segurança, deve-se manter ligados apenas itens essenciais, como geladeiras. Dispositivos de uso pontual, a exemplo de sanduicheiras, cafeteiras, fornos elétricos e air fryers, devem ser retirados da tomada após o resfriamento. A medida reduz a vulnerabilidade dos aparelhos a instabilidades elétricas e auxilia no controle dos gastos mensais sem a necessidade de investimentos adicionais.

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