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Marinha do Brasil instala hospital de campanha na Venezuela para atender vítimas de terremotos

29 de Junho de 2026 às 15:05

A Marinha do Brasil instalou um hospital de campanha em La Guaira, na Venezuela, para atender vítimas de terremotos que causaram 1.450 mortes. A operação mobiliza 49 profissionais, com previsão de reforço de 50 integrantes nesta terça-feira. A estrutura oferece cirurgias de urgência e assistência médica por tempo indeterminado

A Marinha do Brasil estabeleceu um hospital de campanha em La Guaira, na Venezuela, para prestar assistência às vítimas de uma série de terremotos que devastaram o país. A unidade, cuja instalação ocorreu entre a noite de domingo (28) e segunda-feira (29), está equipada com medicamentos, aparelhos médicos e uma área para cirurgias de urgência. Para garantir a viabilidade sanitária e a estabilidade do atendimento, a estrutura conta com dois geradores de energia e sistema de ar-condicionado.

A operação mobiliza, inicialmente, 49 profissionais, entre equipes médicas e fuzileiros navais. A expectativa é que o contingente seja reforçado nesta terça-feira (30) com a chegada de aproximadamente 50 novos integrantes. Embora a missão tenha sido autorizada por um período inicial de 15 dias, com possibilidade de prorrogação por igual tempo, a Marinha informou que a permanência no país será por tempo indeterminado, conforme a necessidade local.

A coordenação dos trabalhos envolveu contato imediato entre o comando brasileiro e os ministérios da Defesa, da Gestão de Risco e da Saúde da Venezuela. O fluxo de encaminhamento dos pacientes ao hospital de campanha agora é regulado pelos serviços de saúde venezuelanos. Para dar suporte logístico aos militares, que estão alojados em barracas, a Embaixada do Brasil instalou banheiros químicos, enquanto o governo e a população local prestam apoio à operação. A Defesa Civil da Venezuela utiliza rádios, televisão e aplicativos de mensagens para informar a população sobre a disponibilidade dos atendimentos.

O cenário humanitário é crítico, com 1.450 mortos registrados desde os primeiros tremores, ocorridos na última quarta-feira (24). A ONU estima que cerca de 50 mil pessoas continuem desaparecidas. Mesmo com o tempo reduzindo as chances de resgate, equipes locais e internacionais ainda localizam sobreviventes sob os escombros.

A instabilidade geológica persiste na região. Nesta segunda-feira, cinco dias após o impacto inicial, um novo tremor de magnitude 4,6 foi registrado às 7h (horário local), com epicentro em Caraballeda, no litoral norte, a aproximadamente 30 km de Caracas. Além dos abalos principais, a Venezuela tem sido atingida por diversos tremores secundários.

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