Países e organizações internacionais mobilizam ajuda humanitária para a Venezuela após sequência de terremotos
Países como Brasil, Estados Unidos, México e El Salvador, além de organismos como a ONU e a União Europeia, mobilizaram ajuda humanitária e equipes de resgate após terremotos na Venezuela. O governo brasileiro avalia medidas de assistência e disponibilizou canais de emergência para seus cidadãos no país. Outras nações latino-americanas e governos da Índia, Paquistão e Espanha também ofereceram apoio técnico e solidariedade
A comunidade internacional mobilizou uma ampla rede de apoio à Venezuela após a sequência de terremotos que atingiu o país na noite de quarta-feira (24). A presidente interina Delcy Rodríguez recebeu manifestações de solidariedade e ofertas de assistência de diversas chancelarias, embaixadas e chefes de Estado, incluindo representantes da União Europeia, Nações Unidas e governos de países como Brasil, Estados Unidos, México, Índia e Paquistão.
O governo brasileiro, por meio do Itamaraty, expressou pesar pelo ocorrido e informou que não há brasileiros identificados entre as vítimas até o momento. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou que o Ministério das Relações Exteriores avalie, em conjunto com a embaixada em Caracas, as medidas de assistência a serem oferecidas, colocando o Brasil à disposição para apoiar a recuperação das áreas afetadas. Para os cidadãos brasileiros na Venezuela, foram disponibilizados canais de emergência via telefone e plantão consular em Brasília.
Os Estados Unidos coordenaram a mobilização de uma força-tarefa e de uma equipe de assistência a desastres. O vice-secretário de Estado, Christopher Landau, e o secretário Marco Rubio confirmaram o envio imediato de equipes de busca e resgate, além de suprimentos médicos e ajuda humanitária. O presidente Donald Trump também manifestou solidariedade ao governo venezuelano.
No âmbito regional, o México, sob a gestão da presidente Claudia Sheinbaum, prepara o envio de pessoal especializado em saúde e resgate, atendendo a uma solicitação do governo venezuelano. El Salvador anunciou o envio de 50 toneladas de suprimentos, medicamentos e equipamentos, além de 300 paramédicos e socorristas. A República Dominicana também mobilizou equipes especializadas de busca e atendimento de emergências de suas Forças Armadas para atuação imediata.
Outras nações latino-americanas formalizaram apoio técnico e humanitário. O Equador disponibilizou ajuda imediata, enquanto a Bolívia e o Uruguai reiteraram a disposição de colaborar conforme a necessidade. A Argentina, por meio do gabinete do presidente Javier Milei, colocou o país à disposição para auxiliar na catástrofe, e a chancelaria peruana emitiu recomendações aos seus cidadãos na Venezuela, embora não tenha registrado peruanos impactados.
A solidariedade estendeu-se a governos de Honduras, Costa Rica, Colômbia e Espanha, além de manifestações de apoio do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e do primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também se manifestou publicamente sobre a tragédia.