Prefeitura do Rio combate exploração ilegal de espaços públicos na orla para desarticular crime organizado
A prefeitura do Rio de Janeiro inicia, no dia 16, o ordenamento urbano nas orlas do Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon para combater atividades econômicas irregulares. A operação mobilizará 320 agentes diários em 69 pontos, com apoio de drones e câmeras, visando desarticular redes que movimentam R$ 100 milhões anuais. A gestão municipal identificou 22 depósitos clandestinos e disponibilizará imóveis legalizados e qualificação profissional via portal Oportunidades Cariocas

A prefeitura do Rio de Janeiro implementará, a partir do dia 16, uma política permanente de ordenamento urbano voltada para a recuperação de espaços públicos e o combate a atividades econômicas irregulares na orla das praias do Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon. A estratégia visa desarticular a logística de abastecimento e as fontes de financiamento do crime organizado, que utiliza a exploração clandestina de áreas públicas para movimentar cerca de R$ 100 milhões anuais apenas com a locação de pontos, depósitos e equipamentos.
A operação terá tolerância zero contra a ocupação ilegal e a comercialização de produtos de origem criminosa. Para viabilizar a fiscalização, a gestão municipal mobilizará 320 agentes diariamente, divididos em turnos de 12 horas, distribuídos por 69 pontos estratégicos. O monitoramento será reforçado pelo uso de drones e câmeras do Centro de Operações e Resiliência.
A estrutura de repressão foca na desarticulação de redes que exploram financeiramente ambulantes, cobram taxas ilegais por pontos de venda e mantêm depósitos clandestinos. Até o momento, a prefeitura identificou 22 depósitos irregulares que servem como base para o armazenamento e a arrecadação do comércio não autorizado, sistema que envolve aproximadamente mil trabalhadores informais.
O secretário estadual de Segurança Pública, Victor Santos, destacou que a medida é fundamental para impedir que organizações criminosas utilizem a atividade comercial ilegal como base de operação. O prefeito Eduardo Cavaliere reiterou que a ausência de legalização impede qualquer atividade econômica no espaço público.
Paralelamente ao combate à informalidade, o programa assegura a manutenção de atividades regularizadas, como a Feirarte e a Feira Noturna de Copacabana, além da disponibilização de dois imóveis para a instalação de depósitos legalizados. A Secretaria de Ordem Pública emitirá Termos de Orientação aos trabalhadores da região para informar sobre as normas municipais antes do início das ações.
Para aqueles que buscam a formalização, a prefeitura disponibilizará o portal Oportunidades Cariocas, oferecendo qualificação profissional e vagas de emprego. A iniciativa ocorre em um cenário onde a cidade registrou a criação de 393,4 mil postos de trabalho formais nos últimos cinco anos, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego.