Ciência

Astrólogos identificam "eco" cósmico de explosão extremamente energética em galáxia distante

24 de Março de 2026 às 12:08

Uma explosão cósmica inédita foi detectada em uma galáxia distante por um radiotelescópio na Austrália. O sinal, chamado ASKAP J005512-255834, é considerado o "eco" de uma explosão extremamente energética que ocorreu há tempo incerto. A equipe liderada pela astrônoma Ashna Gulati identificou a origem do fenômeno como provavelmente um colapso de estrela massiva ou buraco negro com massa intermediária

Astrólogos identificam "eco" cósmico de explosão extremamente energética em galáxia distante
Carl Knox/OzGrav/ARC/Swinburne University of Technology

Astrólogos detectaram uma explosão cósmica inédita em galáxia distante

Uma equipe de astrônomos, liderada por Ashna Gulati da Universidade de Sydney, descobriu um fenômeno que tem sido previsível desde a década passada: o "eco" deixado por explosões cósmicas extremamente energéticas. Esses eventos são conhecidos como estalidos de raios gama (GRB) e ocorrem quando estrelas massivas colapsam ou se fundem, dando origem a buracos negros.

O sinal detectado pelo radiotelescópio ASKAP na Austrália foi denominado ASKAP J005512-255834. Embora não tenha sido possível capturar o momento da explosão original, os cientistas conseguiram identificar seu rasto indireto: uma espécie de "eco" cósmico gerada pela interação com o ambiente.

Segundo Gulati, os GRB são explosões de energia que se manifestam como feixes estreitos e acompanham a formação de buracos negros. Se não estiverem voltados para a Terra, essas explosões podem passar completamente despercebidas. No entanto, o seu impacto no ambiente gera um brilho residual detectável.

O sinal destacou-se pelo comportamento incomum: aumentou rapidamente de brilho em semanas e emitiu ondas de rádio durante mais de 1.000 dias. A equipe conseguiu rastrear a origem do evento até uma pequena galáxia com intensa formação estelar, onde não ocorreu no centro galáctico.

Essa descoberta é crucial porque sugere que o fenômeno provavelmente se originou pelo colapso de uma estrela massiva e não por um buraco negro supermassivo. No entanto, os cientistas ainda consideram a possibilidade de um buraco negro de massa intermediária.

A equipe também destacou que essa descoberta confirma a existência desses "ecos" cósmicos e fornece uma nova ferramenta para estudar explosões até agora invisíveis. Com esse avanço, os astrônomos têm acesso a um modelo mais preciso para identificar futuros eventos semelhantes e compreender melhor os processos extremos do universo.

A equipe de cientistas ainda está trabalhando no estudo detalhado desse fenômeno, mas já é possível afirmar que essa descoberta abre novas perspectivas para a pesquisa astronômica.

Com informações de El Confidencial

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