Ciência

Avanço de Pesquisa no USC Abre Caminho Para Tratamento de Doenças Renais e Novas Possibilidades Terapêuticas

31 de Março de 2026 às 06:19

Pesquisa da Universidade do Sul da Califórnia (USC) permitiu o crescimento de células progenitoras renais em laboratório por tempo prolongado. Esse avanço pode ser um passo importante no desenvolvimento de novos tratamentos para doenças renais, como diálise ou transplante. As células podem reverteu-se ao estado semelhante às progenitoras e abriram possibilidades para a regeneração do tecido renal danificado

Pesquisa na Universidade do Sul da Califórnia (USC) abre caminho para tratamento de doenças renais

Um grupo de cientistas da universidade norte-americana conseguiu criar células progenitoras de néfrons que crescem e se multiplicam em laboratório por tempo prolongado. Esse avanço pode ser um passo importante no desenvolvimento de novos tratamentos para doenças renais, como a diálise ou transplante.

As células progenitoras são as responsáveis pela construção dos néfrons, unidades de filtração do rim que se encontram em número aproximado de 1 milhão por órgão. Quando esses néfrons falham, o paciente pode precisar de diálise ou transplante.

Os cientistas da USC ajustaram a sinalização das proteínas p38 e YAP para manter as células progenitoras em um estado flexível e capaz de continuar se dividindo. Isso permitiu que elas crescessem por tempo prolongado, sem perder sua capacidade de se organizar em estruturas funcionais.

Os cientistas também criaram miniestruturas tridimensionais (organoides) com células renais puras e editáveis. Esse avanço pode ser uma ferramenta importante para a indústria farmacêutica, permitindo que centenas de compostos sejam testados em condições mais próximas da realidade.

O estudo também mostrou que as células renais podem reverteu-se ao estado semelhante às progenitoras. Isso pode abrir novas possibilidades para a regeneração do tecido renal danificado.

Os pesquisadores são claros sobre as limitações, afirmando que ainda falta gerar toda a gama de tipos de células do néfron e criar rins artificiais completos prontos para transplante. No entanto, o avanço é significativo porque resolve um problema que travava a pesquisa há anos: a dificuldade em obter células renais confiáveis em quantidade suficiente.

A doença renal crônica afeta mais de 1 em cada 7 adultos nos Estados Unidos e os cientistas da USC estão trabalhando para desenvolver novos tratamentos que possam ajudar esses pacientes a evitar a diálise. Embora ainda haja muito trabalho a ser feito, o avanço é um passo importante na direção certa.

A pesquisa foi publicada na revista Cell Stem Cell e os cientistas estão trabalhando em estreita colaboração com a indústria farmacêutica para desenvolver novos tratamentos baseados nesse conhecimento.

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