Ciência

Bolas de fogo no céu: registros nos EUA aumentam 49% entre janeiro e março, diz sociedade científica

30 de Março de 2026 às 06:35

Os Estados Unidos registraram um número recorde de bolas de fogo no céu entre janeiro e março, com 2.369 relatos, contra apenas 1.587 no mesmo período do ano anterior. Especialistas em meteoros discutem se o aumento é causado por uma atividade meteórica anormal ou maior conscientização e notificações após grandes eventos. A Sociedade Americana de Meteoros afirma que os objetos permanecem pequenos em escala cósmica e oferecem pouco risco além de danos localizados

Em março deste ano, os Estados Unidos registraram um número sem precedentes de bolas de fogo no céu. De acordo com a Sociedade Americana de Meteoros (AMS), entre janeiro e março, os relatos passaram de 1.587 para mais de 2.369. Esse aumento chama atenção dos cientistas, que discutem se o planeta está atravessando um período meteórico anormal ou se outros fatores explicam a onda de avistamentos.

Nick Moskovitz, especialista em meteoros, destaca que a questão central é saber se houve aumento real da atividade meteórica ou apenas mais conscientização e notificações após grandes eventos. Ele afirma que o cenário reúne uma atividade ligeiramente elevada ainda dentro das expectativas estatísticas e maior atenção do público e da mídia.

A primavera é considerada a época dos meteoros brilhantes, segundo Bill Cooke, do Escritório de Ambiente de Meteoroides da NASA. Ele explica que, por razões não totalmente compreendidas, a taxa desses objetos aumenta nas semanas próximas ao equinócio da primavera.

Além disso, os eventos recentes têm sido maiores e mais energéticos do que o normal. Mike Hankey, pesquisador principal da AMS, observou que há um aumento na recuperação de meteoritos: em uma semana ou dez dias foram encontrados três, número considerado fora do comum.

A expansão das câmeras veiculares, campainhas Ring e câmeras de segurança teve papel importante no crescimento dos relatos. A acessibilidade desses equipamentos nos últimos 10 anos também contribuiu para o aumento da conscientização e notificações.

Os registros cresceram rapidamente no país, com quase 80% das bolas de fogo maiores produzindo estrondos sônicos audíveis, percentual muito acima da média. Hankey afirmou que meteoros com trajetórias longas têm mais chance de ser vistos por mais pessoas.

Apesar do aumento nos registros e dos impactos ocasionais de meteoritos, os especialistas dizem não há motivo para pânico. Moskovitz afirma que o aumento pode refletir variabilidade natural ou agrupamento temporário de detritos, características ainda pouco compreendidas do ambiente próximo à Terra.

Esses objetos permanecem pequenos em escala cósmica e oferecem pouco risco além de danos localizados. Com informações da Sociedade Americana de Meteoros e divulgadas pelo Space.com.

Com informações de Click Petróleo e Gás

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