Bomba iônica remove 50% do sal da água com baixa voltagem
Cientistas desenvolveram uma bomba iônica que removeu 50% do sal da água com baixa voltagem. O dispositivo utiliza vibração elétrica rápida para movimentar partículas carregadas em líquidos sem engrenagens ou reações químicas. A tecnologia pode ser aplicada na dessalinização e remoção de metais pesados da água, incluindo substâncias tóxicas como o chumbo
Cientistas da Universidade da Califórnia, Irvine, e da Universidade de Tel Aviv desenvolveram uma bomba iônica que removeu 50% do sal da água com baixa voltagem. O dispositivo utiliza vibração elétrica rápida para movimentar partículas carregadas em líquidos sem engrenagens, combustível ou reações químicas. Os pesquisadores afirmam que a tecnologia representa uma alternativa aos sistemas tradicionais de dessalinização, frequentemente limitados por processos complexos e alto consumo energético. A bomba iônica foi testada em um sistema de desionização de estado sólido e conseguiu remover sal da água com voltagem mínima. A inovação pode impactar diretamente projetos de dessalinização, que dependem atualmente de métodos intensivos em energia e baseados em reações eletroquímicas complexas. Além disso, a tecnologia também pode ser aplicada na remoção de metais pesados da água, incluindo substâncias tóxicas como o chumbo. A bomba iônica utiliza uma lâmina fina e porosa revestida com camadas metálicas, formando uma estrutura capaz de gerar movimento direcional de partículas. A aplicação de um sinal elétrico que liga e desliga rapidamente cria o chamado efeito catraca. O dispositivo funciona como um controlador de tráfego molecular em estado sólido, utilizando uma membrana nanoporosa posicionada entre duas camadas metálicas ultrafinas. Esse arranjo é fundamental para direcionar os íons de maneira consistente. Os cientistas também indicam que o dispositivo pode ser utilizado na extração de íons de lítio da água do mar, na reciclagem de materiais de baterias e em dispositivos biomédicos. A versatilidade amplia o alcance da inovação. O estudo foi publicado na revista Nature Materials e aponta caminhos para novos projetos de dessalinização com menor consumo energético e maior eficiência operacional, além de aplicações em energia e saúde.