Ciência

Brasil é posição privilegiada para observar o núcleo da Via Láctea entre junho e agosto

21 de Maio de 2026 às 12:22

O núcleo da Via Láctea fica mais visível no Hemisfério Sul, especialmente no Brasil, entre junho e agosto, nas constelações de Escorpião e Sagitário. A observação a olho nu requer locais afastados de centros urbanos, céu limpo e fases de Lua nova

Brasil é posição privilegiada para observar o núcleo da Via Láctea entre junho e agosto
Via Láctea poderá aparecer como uma faixa luminosa sobre o Brasil

O Hemisfério Sul, e especialmente o território brasileiro, encontra-se em uma posição privilegiada para a observação do núcleo da Via Láctea. Entre os meses de junho e agosto, a região central da galáxia atinge maior altitude no céu noturno, permanecendo visível por períodos mais prolongados. Esse fenômeno ocorre na direção das constelações de Escorpião e Sagitário, tornando o intervalo entre o outono e o inverno a época mais favorável para a visualização.

A faixa esbranquiçada que atravessa o firmamento é composta pelo brilho conjunto de bilhões de estrelas, além de gás e poeira que formam o disco da galáxia onde se localiza o Sistema Solar. Diferente de eventos astronômicos pontuais, como chuvas de meteoros ou eclipses, a visibilidade da Via Láctea depende de condições ambientais e atmosféricas constantes: ausência de nebulosidade, baixa poluição luminosa e fases lunares adequadas.

A luz artificial de centros urbanos, proveniente de postes, edifícios e faróis, reduz o contraste do céu e impede a percepção da faixa galáctica. Por essa razão, a observação requer o deslocamento para áreas afastadas das cidades, como fazendas, serras, praias isoladas, estradas rurais e parques. Em locais com escuridão profunda, a galáxia pode ser vista a olho nu, sem a necessidade de telescópios.

A Lua atua como uma fonte de luz que ofusca as estrelas mais fracas e a estrutura da galáxia. As janelas de observação ideais ocorrem próximo à Lua nova, como será o caso em 14 de junho de 2026. O período mais indicado para a atividade é entre o fim da noite e a madrugada, momento em que o núcleo galáctico ganha altura.

Para maximizar a experiência, é necessário que a visão humana se adapte à escuridão por aproximadamente 20 minutos. Embora a observação simples seja possível, o uso de câmeras com longa exposição ou celulares em modo noturno permite o registro de detalhes que a visão humana não consegue captar integralmente.

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