Céu terá convergência de Lua Azul e microlua entre sábado e domingo de maio
Entre a noite de 30 e a madrugada de 31 de maio, ocorrerá a convergência da Lua Azul e da microlua, a menor e menos brilhante de 2026. O satélite estará a 406 mil km da Terra e próximo à estrela Antares
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Entre a noite de sábado (30) e a madrugada de domingo (31) de maio, o céu apresentará a convergência de dois fenômenos astronômicos: a Lua Azul e a microlua. O evento será acompanhado pela proximidade visual do satélite com Antares, a estrela de maior brilho na constelação de Escorpião, especialmente durante a madrugada, quando a Lua estiver baixa no horizonte oeste.
A classificação de Lua Azul ocorre quando há duas luas cheias em um único mês do calendário gregoriano, frequência que acontece a cada dois ou três anos. Embora o termo sugira cor, a mudança cromática só acontece em casos excepcionais, como após incêndios florestais graves ou erupções vulcânicas — a exemplo do vulcão Krakatoa em 1883 —, quando partículas atmosféricas filtram a luz vermelha. A definição atual do termo foi estabelecida pela revista Sky and Telescope em 1946, substituindo a nomenclatura antiga que se referia à terceira lua cheia de uma estação com quatro ciclos.
Simultaneamente, a Lua atingirá o apogeu, o ponto mais distante de sua órbita elíptica em relação à Terra, configurando a microlua. De acordo com Gabriel Hickel, professor da Unifei e convidado do Observatório Nacional, este será o satélite mais distante de 2026, posicionado a aproximadamente 406 mil km do planeta. Por consequência, será a lua cheia menor e com menor luminosidade do ano.
Em termos mensuráveis, a microlua pode ser 25% menos brilhante e entre 12% e 14% menor que uma superlua, fenômeno que ocorre no perigeu, ponto de maior proximidade com a Terra. No entanto, Hickel observa que essa diferença é imperceptível ao olho humano sem a comparação simultânea com uma superlua, resultando em uma aparência de lua cheia comum.
A observação é recomendada a partir do pôr do sol de 30 de maio, momento em que o satélite nasce e permanece visível durante a noite. O astrônomo destaca que o nascer e o ocaso lunar são os períodos ideais para fotografia e contemplação, devido à "ilusão lunar", que faz o cérebro interpretar o satélite como maior. Para a captação de imagens, a orientação é buscar locais com horizonte aberto, baixa poluição luminosa e realizar o ajuste manual da exposição para preservar os detalhes da superfície lunar.