Ciência

Chefe da Nasa defende composição exclusivamente masculina na terceira missão do programa Artemis

11 de Junho de 2026 às 09:03

Jared Isaacman, chefe da Nasa, defendeu a escolha de quatro astronautas homens para a missão Artemis III. A seleção priorizou a experiência e a disponibilidade dos profissionais para testar a espaçonave Orion e realizar manobras de acoplamento

A composição exclusivamente masculina da tripulação da terceira missão do programa Artemis, voltada ao retorno humano à Lua, foi defendida por Jared Isaacman, chefe da Nasa, nesta quarta-feira (10). A escolha dos astronautas Randy Bresnik, Andre Douglas e Frank Rubio, dos Estados Unidos, e do italiano Luca Parmitano — primeiro europeu a integrar o programa — ocorreu após questionamentos sobre a influência de diretrizes políticas na seleção.

A polêmica surge em um contexto onde o presidente Donald Trump determinou que agências federais removam iniciativas de diversidade e inclusão. Isaacman negou que a formação do grupo esteja vinculada a decisões políticas, justificando que o Escritório de Astronautas prioriza a melhor possibilidade de cumprimento dos objetivos da missão. Para isso, são avaliados a disponibilidade, a experiência e o perfil de cada profissional.

A etapa Artemis III focará em testar a espaçonave Orion e executar manobras de acoplamento e encontro com módulos de pouso lunar, sem realizar a viagem efetiva à Lua. Sobre a promessa da agência de enviar uma mulher e uma pessoa negra ao satélite, Isaacman argumentou que existem astronautas em treinamento específico que seriam mais adequados para futuras missões de alunissagem.

Embora a Nasa tenha mantido o compromisso público de diversidade anteriormente, a agência removeu referências a essa meta e a temas de inclusão de parte de suas páginas na internet no ano passado.

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