Ciência

Ciência afirma que não é possível prever a data e o horário de terremotos

26 de Junho de 2026 às 09:18

A ciência não prevê a data e o horário de terremotos, apesar de identificar zonas de risco. Na Venezuela, ocorreram dois sismos de magnitude 7,2 e 7,5 com intervalo de trinta segundos. O evento é classificado como incomum devido à atividade sísmica irregular do país

Ciência afirma que não é possível prever a data e o horário de terremotos
Venezuela

A ciência atual não possui a capacidade de prever a data e o horário exatos de um terremoto, embora consiga identificar zonas de risco, analisar o acúmulo de tensão em falhas geológicas e calcular probabilidades. Essa limitação técnica contrasta com a rápida disseminação de informações em redes sociais após desastres naturais, onde a publicação de dados descontextualizados e postagens antigas frequentemente sugere a possibilidade de previsões antecipadas.

Esse cenário ocorreu após a Venezuela registrar dois fortes tremores, de magnitude 7,2 e 7,5, entre a madrugada de quarta e quinta-feira na Espanha. Os eventos aconteceram com um intervalo de pouco mais de trinta segundos, desencadeando mensagens que tentavam conectar esses sismos a outros tremores recentes em diferentes partes do mundo, sugerindo a existência de uma reação em cadeia global.

Contudo, a dinâmica geológica do planeta é fragmentada e não opera como um sistema contínuo. O vulcanólogo José Luis Barrera, membro do Ilustre Colegio Oficial de Geólogos, esclarece que a placa do Caribe é independente da placa do Pacífico, evidenciando que a percepção de conexão entre tremores em regiões distintas baseia-se na intuição, e não na tectônica real.

A ocorrência na Venezuela é classificada como extraordinária devido à natureza da atividade sísmica no país. Diferente de nações como Japão, Chile ou Peru, onde os fenômenos são frequentes, a Venezuela possui uma atividade sísmica irregular. O registro de dois sismos de magnitudes tão elevadas em sequência curta é considerado um evento incomum para a região.

Notícias Relacionadas