Ciência

Cientistas confirmam primeiro avistamento da raposa-enana de Cozumel em mais de duas décadas no México

14 de Junho de 2026 às 09:03

Cientistas confirmaram o primeiro avistamento da raposa-enana de Cozumel desde 2001 após o resgate de um macho adulto em uma rodovia mexicana. O animal foi solto na Reserva Estatal Laguna Colombia

Cientistas confirmam primeiro avistamento da raposa-enana de Cozumel em mais de duas décadas no México
Rafael Chacón

Um grupo internacional de cientistas e autoridades ambientais confirmou o primeiro avistamento da raposa-enana de Cozumel em mais de duas décadas. O registro, detalhado na revista *Neotropical Biology and Conservation*, ocorreu após o resgate de um macho adulto que foi encontrado desorientado às margens de uma autoestrada no México. O animal, pertencente à família *Urocyon*, foi localizado após alertas de cidadãos aos responsáveis pelos parques locais e resgatado por uma equipe especializada e por um dos autores da pesquisa.

Após passar por observação veterinária durante vários dias e ser fotografado, o exemplar foi solto na Reserva Estatal Laguna Colombia. A escolha da área visa afastar o animal do tráfego veicular, aumentando suas chances de sobrevivência no ambiente natural do Caribe.

A espécie é endêmica da região e apresenta características de adaptação ligadas ao isolamento geográfico de territórios insulares, processo que acelera mudanças genéticas e frequentemente resulta na redução do tamanho corporal em relação a parentes continentais. A linhagem da raposa-enana de Cozumel é independente de outras espécies, como a raposa das ilhas da Califórnia ou a raposa-cinzenta norte-americana, com registros fósseis que comprovam sua presença no México por milhares de anos, sobrevivendo isoladamente a alterações ecológicas e climáticas.

O último registro oficial do mamífero datava de 2001, o que levou a suposições de que a espécie estivesse extinta devido à pressão ambiental. A confirmação de que o animal ainda habita o sul da ilha revela que a espécie coexiste com fatores hostis, como a fragmentação de florestas, o desenvolvimento humano e desastres naturais.

Diante do achado, a prioridade agora é a implementação de censos específicos e a adoção de medidas para reduzir os conflitos entre a fauna selvagem e a população humana no México. A permanência da espécie depende do monitoramento constante e da proteção rigorosa de seu habitat.

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