CNEN confirma incidente radioativo no Ipen em São Paulo com detecção de traços de tecnécio
A Comissão Nacional de Energia Nuclear confirmou um incidente radioativo com traços de tecnécio no Instituto de Pesquisas Pelinca, em São Paulo, nesta quinta-feira (11). O fato ocorreu durante a remoção de sensores de uma autoclave e dois profissionais realizaram exames que descartaram contaminação interna
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A Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) confirmou a ocorrência de um incidente radioativo em São Paulo nesta quinta-feira (11). O episódio aconteceu durante a remoção de sensores biológicos de uma autoclave empregada na fabricação de radiofármacos. Dois profissionais que atuavam no local foram submetidos a exames, cujos resultados descartaram a existência de contaminação interna.
No caso registrado no Instituto de Pesquisas Pelinca (Ipen), a CNEN informou que foram detectados apenas traços de tecnécio, indicando que as quantidades do material eram muito reduzidas. A avaliação do risco em situações como essa considera não apenas a velocidade de decaimento da radioatividade, mas também o volume da substância, a proximidade dos indivíduos expostos e o tempo de contato.
O tecnécio-99m, versão do elemento mais utilizada na medicina, é um radioisótopo essencial para diagnósticos de problemas renais, ósseos, cardíacos e outras patologias. Sua função é emitir radiação suficiente para que aparelhos de imagem registrem o funcionamento de órgãos após a administração no paciente.
A viabilidade do uso médico do tecnécio-99m deve-se à sua meia-vida de aproximadamente seis horas, que é o intervalo necessário para que metade dos átomos radioativos de uma amostra se desintegre. Esse processo de decaimento rápido faz com que a radioatividade desapareça em poucas horas, reduzindo o tempo em que a radiação permanece ativa.
Do ponto de vista atômico, o tecnécio integra o grupo de átomos instáveis que buscam se reorganizar para atingir uma configuração estável. Durante esse processo, a energia liberada como radiação pode atravessar tecidos e interagir com células humanas, podendo causar danos ao DNA e a componentes celulares, dependendo da intensidade da exposição.