Descoberta em Águas Profundas: Muralha Pré-Histórica Subaquática é a Maior do País
Descoberta na costa francesa da Bretanha revelou a maior edificação pré-histórica subaquática do país. A muralha tem 120 metros e pesa cerca de 3.300 toneladas, com datação oficial entre 5.800 e 5.300 anos antes de Cristo.
A estrutura repousa a apenas 9 metros de profundidade, sugerindo que foi construída quando o nível do mar era mais baixo. Os pesquisadores trabalham com duas hipóteses sobre sua função: armadilha para peixes ou dique de proteção contra as águas.
A localização da muralha reacendeu debates sobre a lenda celta da cidade de Ys, na Bretanha
Na costa da Bretanha, na França, uma descoberta arqueológica revolucionária está mudando o que sabemos sobre as antigas comunidades costeiras. Uma muralha submersa, localizada perto da Ilha de Sein, foi confirmada em dezembro de 2025 como a maior edificação pré-histórica subaquática já identificada no país.
Com 120 metros de extensão e pesando cerca de 3.300 toneladas de granito, essa estrutura monumental é um mistério que ainda não foi completamente decifrado. A muralha repousa a apenas 9 metros de profundidade, o que sugere que ela foi construída quando o nível do mar era significativamente mais baixo.
Os pesquisadores trabalham com duas hipóteses principais para a função da muralha submersa: uma é que ela servia como armadilha de peixes, direcionando cardumes para áreas rasas onde ficavam presos durante a maré baixa. A outra hipótese considera que a estrutura poderia atuar como dique de proteção para comunidades costeiras diante da subida gradual das águas.
A datação oficial situou o erguimento do complexo entre 5.800 e 5.300 anos antes de Cristo, o que significa que as pedras foram posicionadas séculos antes de Stonehenge e milênios antes das pirâmides de Gizé. Isso amplia a dimensão cronológica do achado e reforça a ideia de que o oceano preserva vestígios importantes sobre antigas ocupações humanas.
A localização exata da muralha submersa também reacendeu debates sobre a lenda celta da cidade de Ys, na Bretanha. O relato fala de uma metrópole antiga engolida pelas ondas em um ponto situado a poucos quilômetros da estrutura descoberta.
O achado é mais do que apenas uma simples descoberta arqueológica; ele mostra que o fundo do mar ainda guarda provas capazes de reescrever a visão sobre essas sociedades costeiras. Com essa muralha submersa, os pesquisadores têm um novo e fascinante tema para investigar, um mistério que pode levar à descoberta de novos segredos da história humana.
A equipe responsável pela descoberta realizou 59 mergulhos na área de interesse geológico, permanecendo cerca de 35 horas submersas. Além do bloco principal, os pesquisadores identificaram outras 11 estruturas menores de origem humana na mesma vizinhança.
A transformação da suspeita em tela para uma confirmação material clara foi um esforço técnico dos mergulhadores, que registraram imagens e documentaram a formação rochosa. O bloco principal recebeu o nome técnico de TAF1, abreviação de Toul ar Fot, expressão bretã que significa “Buraco da Onda.