Estudo indica que cada hora de sedentarismo prolongado aumenta em 9% o risco de morte por câncer
Estudo com 91 mil participantes do UK Biobank associou o sedentarismo prolongado ao aumento de 9% no risco de morte por câncer a cada hora adicional de inatividade. A substituição desse tempo por atividades leves reduz a probabilidade de óbito em 12%, especialmente em tumores ligados à obesidade e ao diabetes tipo 2
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A análise de dados de mais de 91 mil participantes do UK Biobank, publicada na revista PLOS Medicine, estabeleceu uma conexão direta entre o sedentarismo prolongado e o aumento da mortalidade por câncer. O estudo indica que cada hora adicional de comportamento sedentário ininterrupto ao longo do dia eleva em 9% o risco de óbito por essa doença.
A pesquisa diferencia o impacto do tempo total sentado da forma como esse tempo é distribuído. Enquanto o sedentarismo prolongado — caracterizado por sentar, reclinar ou deitar-se enquanto acordado sem interrupções — está ligado a maiores riscos, a interrupção desses períodos apresenta o efeito oposto, reduzindo a probabilidade de desfechos negativos. A substituição de uma hora diária de inatividade prolongada por atividades físicas leves pode reduzir em 12% a chance de morte por câncer.
O risco é mais acentuado em tumores relacionados ao diabetes tipo 2 e à obesidade, abrangendo cânceres de fígado, pâncreas, rim, esôfago, tireoide, ovário, mama e colorretal. Para a coleta dos dados, os voluntários utilizaram monitores de atividade durante sete dias e foram monitorados por aproximadamente 12 anos.
Em paralelo, a adesão a diretrizes de exercício, que recomendam ao menos 150 minutos semanais de atividade física de moderada a vigorosa, mostrou-se protetiva. Entre as mulheres, a taxa de mortalidade foi de 5,3% para aquelas que cumpriram consistentemente essas recomendações, contra 10,4% no grupo inativo. Os maiores benefícios foram observados em quem manteve a rotina ativa por 15 anos, embora o início da prática em idades mais avançadas, como aos 55, 60 ou 65 anos, ainda apresente vantagens.
Outra investigação, divulgada pela Mayo Clinic Proceedings, analisou 474.919 pessoas para avaliar a relação entre a velocidade da caminhada e a longevidade. O estudo, que incluiu indivíduos com ritmo lento (entre 1,6 km/h e 3,2 km/h), revelou que pessoas com baixo peso e caminhada lenta possuem a menor expectativa de vida. Já aqueles que caminham rapidamente apresentam maior longevidade, independentemente do índice de massa corporal (IMC), mesmo entre a maioria dos participantes que estava levemente acima do peso.