Ciência

Estudo projeta que a vegetação da Terra poderá resistir por quase 1,9 bilhão de anos

21 de Junho de 2026 às 09:07

Estudo publicado no periódico JGR Atmospheres projeta que a biosfera vegetal da Terra pode resistir por quase 1,9 bilhão de anos. A pesquisa analisa a influência do aumento da luminosidade solar, da temperatura global e da redução do dióxido de carbono na viabilidade da fotossíntese

Estudo projeta que a vegetação da Terra poderá resistir por quase 1,9 bilhão de anos
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Um novo estudo publicado no periódico *JGR Atmospheres* projeta que a biosfera vegetal da Terra poderá resistir por quase 1,9 bilhão de anos antes que as condições planetárias tornem a fotossíntese inviável. A pesquisa, conduzida por Jacob Haqq-Misra e Eric Wolf, da Blue Marble Space, analisa a interação entre o aumento da luminosidade solar, a elevação da temperatura global e a redução dos níveis de dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera.

O modelo indica que o aquecimento da superfície terrestre será gradual à medida que o Sol evolui. Nos primeiros 1,5 bilhão de anos, a temperatura do planeta deve subir mais de 20 graus. Após esse período, a tendência é de aceleração: nos 500 milhões de anos subsequentes, estima-se um aumento adicional de 40 graus, patamar que superaria a capacidade de sobrevivência até das espécies vegetais mais resistentes. Sob essa premissa térmica, a extinção da vegetação ocorreria por volta de 1,87 bilhão de anos.

Outra variável analisada pelos pesquisadores é a disponibilidade de carbono. Caso processos geológicos e atmosféricos retirem o CO₂ do ar de forma mais intensa, a concentração atual de pouco mais de 400 partes por milhão poderia cair para cerca de 30 partes por milhão em 1 bilhão de anos. Essa escassez de recurso básico impediria a realização da fotossíntese, reduzindo a expectativa de vida da vegetação para pouco mais de 1,84 bilhão de anos.

O processo de degradação do ambiente habitável será progressivo. A evaporação dos oceanos deve ocorrer, embora microrganismos possam persistir em biosferas subterrâneas por mais tempo. Esses dados ampliam as estimativas anteriores, que variavam entre 100 milhões e 1 bilhão de anos, sugerindo que o encerramento da fase verde da Terra será um desligamento lento e prolongado.

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