Estudo revela vestígios humanos e animais no Santo Terço de Turim com datas contraditórias
Um estudo publicado no bioRxiv analisou resíduos orgânicos do Santo Terço de Turim e encontrou vestígios humanos, incluindo linhagens da Europa Ocidental e Oriente Médio. A equipe também identificou presença de halofílias, fungos e micróbios normalmente encontrados na pele humana. O estudo aplicou testes de radiocarbono em dois fios do tecido, revelando datas divergentes: 1451 e século XVI
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Um novo estudo publicado no bioRxiv desmonta as lendas ao redor do Santo Terço de Turim, considerado por muitos como o lençol utilizado para envolver Jesus Cristo após sua crucificação. A equipe liderada pelo pesquisador Gianni Barcaccia analisou os resíduos orgânicos extraídos em 1978 e encontrou vestígios humanos que não se limitam ao coletor principal, Pierluigi Baima Bollone, mas também incluem linhagens típicas da Europa Ocidental e do Oriente Médio. A equipe identificou ainda a presença de halofílias, fungos e micróbios normalmente encontrados na pele humana.
Além disso, os cientistas descobriram uma grande quantidade de coral vermelho do Mediterrâneo (33,3% dos vestígios animais identificados), marcadores genéticos de cães, gatos e outros animais domésticos. A botânica do Santo Terço também apresenta um enigma temporal complexo: a presença de variedades de cenoura laranja que só foram desenvolvidas nos séculos XV e XVI.
O estudo aplicou testes de radiocarbono em dois fios diferentes extraídos do tecido, descobrindo que eles datavam de 1451 e 16. O resultado é um verdadeiro labirinto temporal: como o Santo Terço pode ter sido produzido na Índia? E por quais motivos está repleto de vestígios humanos e animais do Mediterrâneo?
A equipe não chegou a nenhuma conclusão definitiva, mas os resultados são surpreendentes. O Santo Terço continua sendo um enigma que desafia as explicações científicas até hoje.