Ciência

Estudos indicam que o ronronar dos gatos reduz a pressão arterial e a ansiedade

28 de Abril de 2026 às 15:16

A frequência do ronronar felino, entre 25 e 150 hertz, auxilia na recuperação óssea e na cicatrização de tecidos dos animais. Em humanos, o som reduz a pressão arterial e os níveis de cortisol, atenuando a ansiedade. Estudos de 2018 indicam que o estímulo libera ocitocina e regula o sistema nervoso

O ronronar dos gatos, tradicionalmente interpretado como um sinal de contentamento, é agora analisado pela ciência como um mecanismo biológico com impactos físicos e emocionais. A compreensão desse comportamento evoluiu de uma simples observação de conforto para a investigação de um fenômeno capaz de influenciar o organismo, tanto do animal quanto de quem convive com ele.

A emissão sonora dos felinos ocorre em uma frequência que varia entre 25 e 150 hertz, faixa utilizada na medicina em terapias vibracionais. Essa característica sugere que o som funcione como uma ferramenta de autocura, auxiliando na regeneração de tecidos, na recuperação óssea e na redução de inflamações. Por esse motivo, o ronronar é observado não apenas em momentos de prazer, mas também em situações de estresse, dor ou durante processos de recuperação do próprio animal.

A partir da década de 2010, pesquisas passaram a investigar como essas vibrações afetam a fisiologia humana. Estudos publicados em 2018 no ResearchGate indicam que a interação com esse som promove a redução do cortisol, o que diminui os níveis de estresse e ansiedade. Além disso, o estímulo favorece a liberação de ocitocina, resultando na diminuição da pressão arterial.

Em frequências específicas, próximas a 25 e 50 Hz, o ronronar atua no fortalecimento muscular e ósseo, além de estimular a cicatrização de tecidos e exercer ação anti-inflamatória em nível celular. O fenômeno também impacta a saúde mental, auxiliando na regulação do sistema nervoso e na redução de sintomas depressivos e ansiosos.

Essa mudança de perspectiva transforma a percepção sobre a convivência entre humanos e gatos, elevando um comportamento natural ao status de fenômeno com potencial impacto biológico. Embora as evidências apontem para benefícios concretos, a continuidade das investigações é fundamental para aprofundar o conhecimento e garantir a precisão técnica dos resultados, evitando interpretações precipitadas.

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