FAA suspende novos lançamentos da Starship para investigar falha no pouso do propulsor
A FAA suspendeu novos lançamentos da Starship para investigar a queda do propulsor Super Heavy no Golfo do México, ocorrida na última sexta-feira (22). O incidente não causou feridos ou danos materiais, enquanto o estágio superior da nave pousou no Oceano Índico após liberar satélites
A Administração Federal de Aviação (FAA) dos Estados Unidos suspendeu novos lançamentos da Starship, a nave mais potente do mundo, a partir desta quarta-feira (27). A medida visa viabilizar as investigações sobre o voo ocorrido na última sexta-feira (22), missão que a SpaceX utilizou para testar versões atualizadas da nave, do propulsor e da base de lançamento.
O incidente ocorreu com o Super Heavy, estágio inferior que atua como propulsor inicial. Embora a separação do foguete tenha ocorrido normalmente minutos após a decolagem na base da SpaceX, no Texas, o primeiro estágio caiu abruptamente no Golfo do México durante o retorno à atmosfera, falhando em realizar o pouso controlado. A FAA informou que não houve feridos ou danos materiais, mas confirmou que supervisionará a apuração conduzida pela empresa.
Enquanto isso, o estágio superior manteve a trajetória orbital e pousou no Oceano Índico. Durante a operação, a nave liberou dois satélites reais modificados e 20 simuladores de satélites Starlink. Com a nova versão do veículo, a SpaceX busca desenvolver um modelo apto a realizar missões da Nasa para a Lua, focando na criação de supernaves reutilizáveis.
O projeto da Starship já demandou investimentos superiores a US$ 15 bilhões. Paralelamente ao desenvolvimento técnico, a empresa de Elon Musk protocolou um pedido de oferta pública de ações para abrir seu capital na bolsa de valores. Musk projetou que a SpaceX possa ser avaliada em US$ 1,75 trilhão, montante que representa quase 100 vezes a receita anual da companhia, registrada em US$ 18,5 bilhões em 2025, superando a proporção de avaliação de empresas como Nvidia e Apple.