Física contradiz relatos de objetos não identificados que voam em alta velocidade sem emitir som
A física indica que objetos em velocidades supersônicas geram plasma e ondas de choque, contrastando com relatos de Fenômenos Anormais Não Identificados silenciosos. O Pentágono informou que 40% desses casos não possuem explicação tecnológica humana. O Conselho Consultivo Científico dos FANIs e o Projeto Galileo buscam dados de sensores e espectroscopia para investigar a natureza desses objetos
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A interação de objetos com a luz e o ar é a base para a detecção por câmeras, exigindo que haja interação eletromagnética entre as partículas carregadas de átomos e moléculas. Quando um objeto se desloca em velocidade superior à do som — 330 metros por segundo ao nível do mar —, ocorre a formação inevitável de uma onda de choque. Esse processo gera um estampido sonoro e uma esfera de plasma quente, delimitada por uma forte onda de pressão, independentemente do sistema de propulsão utilizado.
Essa dinâmica física se aplica inclusive a hipóteses de distorção do espaço-tempo, como motores de curvatura ou bolhas espaciais de forte gravidade, frequentemente citadas para explicar Fenômenos Anormais Não Identificados (FANIs). Em uma bolha de curvatura movendo-se em velocidade próxima à da luz, as moléculas de ar que a atravessam seriam aceleradas a níveis similares, provocando colisões que aqueceriam o ambiente a temperaturas extremas. O resultado seria a criação de uma esfera de plasma comparável a explosões atômicas ou grandes meteoros.
No caso de um FANI com 10 metros de dimensão movendo-se à velocidade da luz, a potência dissipada poderia superar a luminosidade do Sol, liberando 50 megatons de TNT a cada 30 nanosegundos de trânsito da luz — energia equivalente à Bomba do Zar, a arma nuclear mais potente já detonada pela União Soviética.
Contradições surgem ao analisar relatos oficiais, como os do comandante aposentado da Marinha David Fravor sobre o encontro com o USS Nimitz em 2004. Fravor descreveu objetos de 12 metros de comprimento voando a cinco vezes a velocidade do som. Pela física conhecida, tal movimento deveria gerar luminosidade superior a 50 megawatts e aquecer o ar acima de 1600 kelvins, além de provocar uma onda de pressão fisicamente intensa para quem estivesse a poucos quilômetros. No entanto, nenhuma testemunha relatou a ocorrência de estrondos ou pressões sonoras.
Outras anomalias foram registradas em relatório de 5 de junho de 2026, assinado por Jon Kosloski, diretor da Agência de Resolução de Anomalias de Todos os Domínios (AARO) do Pentágono. O documento menciona a observação de FANIs em outubro de 2023, incluindo um orbe laranja que emitia orbes vermelhos menores. Cerca de 40% desses fenômenos não possuem explicação baseada em tecnologia humana. Os relatos indicam que os orbes eram silenciosos e, em um dos casos, um orbe vermelho permaneceu estático por várias horas, comportamento incompatível com a velocidade de descida ou o tempo de combustão de sinalizadores militares.
Para solucionar esses mistérios, o Conselho Consultivo Científico dos FANIs busca a obtenção de dados de múltiplos sensores para verificar se os fenômenos estão associados a objetos reais. A estratégia envolve o uso de espectroscopia para medir a temperatura de emissão e radares para determinar a distância. Um modelo de abordagem é o do Projeto Galileo, da Universidade de Harvard, que em Las Vegas utiliza três unidades separadas por 10 quilômetros para triangular objetos e medir aceleração, velocidade e distância com margem de erro inferior a 10%.
A investigação parte do princípio de que novas descobertas científicas geralmente não anulam a física tradicional em seus domínios de aplicação, mas podem revelar "incógnitas desconhecidas". O conselho agora trabalha para acessar dados que possam estar classificados pelo governo dos Estados Unidos ou por contratados, visando superar a limitação das informações públicas e a resistência de setores acadêmicos ortodoxos.