Fósseis de 415 milhões de anos revelam a existência do maior escorpião já registrado
Análise de fósseis de 415 milhões de anos revelou que o Praearcturus gigas é o maior escorpião já registrado. Com mais de um metro, o aracnídeo foi identificado via tomografia computadorizada e reclassificado após ter sido confundido com um crustáceo em 1871. Pesquisadores sugerem que a espécie atuava como um predador anfíbio
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A análise de fósseis datados de 415 milhões de anos, preservados no Museu de História Natural de Londres, revelou a existência do maior escorpião já registrado: o *Praearcturus gigas*. O estudo, publicado na revista *Palaeontology*, corrige uma classificação equivocada feita em 1871, quando a criatura foi erroneamente identificada como um crustáceo gigante semelhante a uma cochinilla de umidade.
A reclassificação foi possível graças ao exame de novos fósseis melhor conservados e ao uso de tomografia computadorizada por raios-X, que permitiram a comparação anatômica com animais extintos e atuais. A morfologia do espécime confirmou a identidade do aracnídeo por meio de características exclusivas, como pinças colossais com um dedo fixo e outro móvel, que ultrapassa 76 mm.
Com dimensões estimadas em mais de um metro, o *Praearcturus gigas* possuía um esterno similar ao do *Eramoscorpius brucensis* e uma superfície estriduladora, estrutura utilizada por escorpiões modernos para emitir sons de alerta.
Devido ao seu tamanho, que supera significativamente qualquer outro animal terrestre conhecido do período, a manutenção de sua massa corporal apenas em terra seria improvável diante da escassez de presas adequadas, a menos que houvesse insetos devônicos gigantes ainda não catalogados. Por isso, a hipótese central dos pesquisadores é que o animal atuasse como um predador anfíbio alfa, transitando entre ambientes submarinos e terrestres para diversificar sua dieta.
Essa descoberta antecipa em aproximadamente 50 milhões de anos o surgimento de artrópodes gigantes, como a *Arthropleura*, situando a espécie em um ecossistema primitivo composto por fungos monumentais e pântanos de musgo ancestral.