Governo dos Estados Unidos divulga novos arquivos sobre fenômenos anômalos não identificados
O governo dos Estados Unidos publicou, nesta sexta-feira (22), arquivos sobre fenômenos anômalos não identificados no portal WAR.GOV/UFO. O acervo, liberado por ordem de Donald Trump, contém relatórios de avistamentos entre 1948 e 1950, registros de astronautas das missões Apollo e vídeos de interceptações aéreas
O governo dos Estados Unidos disponibilizou novos arquivos sobre fenômenos anômalos não identificados (UAPs), termo adotado oficialmente pelo Pentágono para designar ocorrências aéreas sem explicação conclusiva. A liberação do material, determinada pelo presidente Donald Trump, ocorreu nesta sexta-feira (22) por meio do portal WAR.GOV/UFO, complementando um pacote de documentos já divulgado em 8 de maio. O acervo reúne fotos, vídeos e centenas de páginas de relatórios acumulados ao longo de décadas, seguindo a instrução presidencial de fevereiro para a publicação de registros federais sobre objetos voadores não identificados e vida extraterrestre.
Entre os registros, destaca-se um relatório de 116 páginas sobre avistamentos ocorridos entre 1948 e 1950 em uma instalação ultrassecreta em Sandia, no Novo México. O documento compila 209 relatos de testemunhas que descreveram a presença de bolas de fogo, discos voadores e orbes verdes nas proximidades da base militar.
O material também abrange experiências de astronautas em missões espaciais. Durante a Apollo 12, Charles “Pete” Conrad, Richard “Dick” Gordon e Alan L. Bean observaram rastros luminosos ou flashes enquanto estavam no escuro. Já na missão Apollo 17, em 1972, a tripulação registrou em fotografia três pontos de luz brilhantes na Lua, com aparência de fragmentos triangulares.
Um dos arquivos audiovisuais apresenta a interceptação de um UAP por um caça F-16 da Força Aérea dos EUA, ocorrida em 12 de fevereiro de 2023, sobre o Lago Huron, na fronteira entre Estados Unidos e Canadá. A imagem foi capturada por um sensor infravermelho de uma aeronave militar sob o comando da América do Norte, conforme detalhado pelo Escritório de Resolução de Anomalias em Todos os Domínios (AARO).
O Departamento de Guerra dos EUA afirmou que a medida promove transparência sobre o tema e criticou gestões anteriores por tentarem dissuadir ou descredibilizar a população americana. A nomenclatura UAP indica que a origem dos objetos não foi identificada e que não existe uma explicação plausível para os fatos, o que não confirma a existência de vida extraterrestre.