Imagens da missão Artemis II revelam a alta concentração de detritos e satélites na órbita terrestre
Imagens da missão Artemis II registraram a alta concentração de satélites e detritos na órbita baixa terrestre. O catálogo CelesTrak contabiliza 33.484 elementos, enquanto a Força Espacial dos EUA estima 50.600 objetos na região. O volume de itens, excluindo detritos, quase triplicou desde 2020
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Imagens inéditas da missão Artemis II revelaram a intensa saturação de objetos na órbita baixa terrestre, evidenciando o volume de detritos e satélites que circundam o planeta. Uma sequência de fotografias tiradas em rápida sucessão, editada e publicada por Seán Doran no Bluesky, registra pequenos pontos luminosos em movimento ao redor da Terra. Esses flashes, identificados por usuários do Reddit como satélites refletindo a luz solar por breves segundos, servem como um alerta visual sobre a quantidade de material artificial em órbita.
A velocidade desses corpos é um fator crítico, podendo atingir 27.000 km/h na órbita baixa. Devido a esse deslocamento, qualquer fragmento, mesmo de pequeno porte, torna-se um risco potencial capaz de causar danos graves a satélites em operação ou naves espaciais. A Aerospace.org explica que colisões em velocidades orbitais diferem de impactos convencionais, pois os objetos se atravessam antes que as ondas de choque se propaguem, resultando em efeitos semelhantes a uma explosão.
A concentração desses elementos ocorre majoritariamente abaixo de 2.000 km da superfície terrestre. Dados do catálogo CelesTrak contabilizam 33.484 elementos em órbita, divididos entre 15.731 satélites ativos, 2.915 inativos, 2.269 foguetes, 12.518 fragmentos de detritos e 51 objetos não identificados. Outras métricas ampliam esse cenário: o catálogo Kayhan SATCAT registra 36.899 objetos, enquanto a Força Espacial dos EUA estima a presença de 50.600 elementos.
O crescimento desse volume de material é acelerado. Informações da Força Espacial dos EUA, desconsiderando os detritos, indicam que o número de objetos na região quase triplicou desde 2020, saltando de 6.068 para 16.084. Esse panorama exige que cada novo lançamento espacial realize cálculos rigorosos para definir janelas seguras e evitar colisões com restos de foguetes, fragmentos orbitais ou satélites.
Além do registro da saturação orbital, a missão Artemis II disponibilizou outros vídeos, incluindo imagens de Reid Wiseman com a Terra oculta pela Lua, registros do fenômeno do brilho terrestre feitos por Christina Koch e a gravação de um experimento realizado por Koch e Jeremy Hansen.