Ciência

Inundações no Texas revelam pegadas de dinossauros carnívoros com mais de 110 milhões de anos

10 de Abril de 2026 às 09:18

Inundações no Texas revelaram 15 pegadas de dinossauros carnívoros bípedes com cerca de 115 milhões de anos em Sandy Creek. Os rastros, com até 50 centímetros, foram identificados por paleontólogos da Universidade do Texas em Austin. Pesquisadores planejam criar modelos 3D para analisar se os animais se deslocavam em grupo

Inundações no Texas revelam pegadas de dinossauros carnívoros com mais de 110 milhões de anos
Carl Stover

Inundações severas ocorridas durante o verão de 2025 no Texas, Estados Unidos, expuseram vestígios pré-históricos que estavam soterrados sob o solo. A força das águas em Sandy Creek, região habitualmente seca, removeu camadas de sedimentos e arrastou estruturas, veículos e árvores, revelando pegadas de dinossauros com idade estimada entre 110 e 115 milhões de anos.

O achado foi identificado inicialmente por um voluntário durante os trabalhos de limpeza pós-desastre. Após o registro fotográfico das marcas, as imagens foram encaminhadas às autoridades locais, que validaram a relevância científica do material. No local, foram catalogadas ao menos 15 pegadas preservadas na Formação Glen Rose, uma camada de calcário do período Cretáceo.

As marcas possuem dimensões entre 45 e 50 centímetros e apresentam três garras definidas. Matthew Brown, paleontólogo da Universidade do Texas em Austin, identificou que os rastros pertencem a carnívoros bípedes de grande porte, semelhantes ao Acrocanthosaurus, espécie que podia ultrapassar 10,5 metros de comprimento.

Além dos predadores, foram localizadas outras pegadas nas proximidades que podem ter sido deixadas pelo Paluxysaurus, dinossauro oficial do estado do Texas. A análise desses vestígios permite a reconstrução de padrões de deslocamento, comportamento e a coexistência de diferentes espécies no ecossistema da época.

A equipe de pesquisa, que inclui Kenneth Bader, também da Universidade do Texas, pretende retornar à área para elaborar modelos em 3D e mapas detalhados do sítio. O objetivo técnico é verificar se os rastros foram produzidos por indivíduos isolados ou por um grupo de animais. Para Ron Tykoski, curador do Museu de Natureza e Ciência Perot, a descoberta contribui para a compreensão da paleobiologia e do modo de vida desses animais, integrando-se ao histórico paleontológico da região.

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