Ciência

Israelenses Medem Pontos Escuros de Luz com Velocidade Mais Alta do que a Própria Luz

29 de Março de 2026 às 12:22

Um grupo de cientistas israelenses liderados por Ido Kaminer mediu pontos escuros dentro de uma onda luminosa movendo-se mais rápido do que a luz. O fenômeno já havia sido previsto teoricamente, mas agora foi confirmado experimentalmente com o uso de um microscópio eletrônico avançado. A descoberta não invalida a teoria da relatividade de Einstein, mas mostra como certas ondas se comportam em condições extremas

Israelenses Medem Pontos Escuros de Luz com Velocidade Mais Alta do que a Própria Luz
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Um novo achado na área da física reacendeu o debate sobre um dos limites mais conhecidos da matéria: a velocidade da luz. Uma equipe de cientistas israelenses, liderada pelo professor Ido Kaminer do Instituto de Tecnologia Technion-Israel, conseguiu medir pontos escuros dentro de uma onda luminosa que se movem mais rápido que a própria luz.

Esses vórtices de luz são regiões de escuridão incrustadas no campo luminoso e não têm massa nem capacidade de transportar energia ou informação. No entanto, eles podem se mover mais rápido do que o padrão geral da onda em que nasceram. Esse fenômeno já havia sido previsto teoricamente há décadas, mas agora foi confirmado experimentalmente pela equipe israelense.

Para registrar esse movimento extremamente rápido e pequeno, os cientistas utilizaram um microscópio eletrônico avançado capaz de medir com uma resolução sem precedentes. O material utilizado no experimento era o hBN (hexaborano de nitrogênio), preparado pelo professor Hanan Herzig Sheinfux da Universidade Bar-Ilan.

O estudo revelou que esses vórtices podem dar um salto cinemático e ultrapassar a velocidade da luz local, mesmo dentro de uma onda. Isso não implica que a teoria da relatividade de Albert Einstein tenha sido invalidada, mas sim mostra como certas estruturas de onda se comportam em condições extremas.

O alcance do resultado vai além da mera curiosidade física e pode abrir novos caminhos para o estudo da microscopia, óptica baseada em nanoestruturas e supercondutividade. Além disso, a pesquisa também revela leis universais da natureza compartilhadas por todo tipo de ondas.

Para Ido Kaminer, "essa descoberta é um passo importante para entender como a natureza se comporta em seus momentos mais rápidos e complexos". O estudo não reescreve os princípios físicos existentes, mas sim mostra que ainda há muito o que aprender sobre a matéria.

Com informações de El Confidencial

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