Ciência

Japão planeja fabricar semicondutores na Lua para obter vantagem competitiva no mercado global de chips

13 de Abril de 2026 às 06:05

O Japão planeja criar uma fábrica de semicondutores de 2 nanômetros na Lua, projeto liderado pela Rapidus com apoio governamental, Sony e Toyota. A iniciativa visa utilizar o vácuo e a baixa gravidade do satélite para produzir chips para inteligência artificial e veículos autônomos

O Japão planeja estabelecer uma unidade de fabricação de semicondutores na Lua, iniciativa liderada pela empresa Rapidus com suporte do governo japonês e de companhias como Sony e Toyota. A proposta, divulgada pela Forbes, visa transferir parte da produção industrial para fora da Terra para obter vantagem competitiva no mercado global de chips.

A estratégia baseia-se nas condições ambientais do satélite natural, como o vácuo e a baixa gravidade, que facilitariam a manufatura de componentes de última geração. O foco central são os chips de 2 nanômetros, tecnologia essencial para o desenvolvimento de veículos autônomos, data centers, smartphones e inteligência artificial. Atualmente, a produção industrial desses componentes é restrita a empresas como Samsung Electronics e TSMC.

A iniciativa busca reposicionar o Japão no cenário tecnológico, reduzindo dependências externas em um setor estratégico. O projeto de longo prazo alinha-se a esforços internacionais de exploração espacial, a exemplo do programa Artemis, que prevê a presença humana permanente na Lua.

No momento, a Rapidus, fundada em 2022, opera em fase inicial e prioriza a estabilização de sua primeira linha de produção na ilha de Hokkaido. Com a utilização de tecnologias desenvolvidas em parceria com a IBM, a meta da companhia é iniciar a fabricação de chips avançados em larga escala até 2027. O caminho para a implementação do plano lunar, contudo, envolve a superação de desafios de investimento e capacidade produtiva frente aos líderes globais do setor.

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