Megatsunami de 481 metros de altura atinge fiorde no Alasca após deslizamento de rochas
Um megatsunami de 481 metros atingiu o fiorde Tracy Arm, no Alasca, em 10 de agosto de 2025, após o colapso de uma encosta. O evento, causado pelo deslizamento de rochas, não deixou vítimas devido ao horário da ocorrência. Pesquisadores desenvolveram uma simulação virtual do impacto baseada em estudo da revista Science
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Um megatsunami com 481 metros de altura devastou o fiorde Tracy Arm, no Alasca, em 10 de agosto de 2025. O fenômeno foi desencadeado pelo colapso de uma encosta próxima ao glaciar South Sawyer, momento em que milhões de toneladas de rochas deslizaram para o oceano. A NASA comprovou que a energia concentrada da queda transformou o cenário em menos de um minuto, comportando-se como um impacto massivo de água, diferindo de tsunamis de maior extensão.
Para tornar a magnitude do evento compreensível, pesquisadores desenvolveram uma simulação virtual baseada no estudo publicado pela revista Science. A recriação coloca o observador em uma lancha a 112 quilômetros por hora, evidenciando a impossibilidade de escapar da parede de água em um fiorde estreito. Patrick Lynett, professor da Universidade do Sul da Califórnia, afirma que o uso de um ambiente imersivo visa transmitir a dimensão da ameaça de forma mais eficaz do que apenas por meio de dados numéricos, servindo como um alerta visual para tripulações, turistas e comunidades costeiras que frequentam a região.
Embora o fiorde seja um destino comum para embarcações turísticas e cruzeiros, não houve vítimas no episódio, pois o desastre ocorreu às 05h30 da manhã, horário em que a área crítica estava desocupada.
A instabilidade das encostas, anteriormente sustentadas pelo gelo, é atribuída ao retrocesso dos glaciares. De acordo com o geomorfólogo Daniel Shugar, da Universidade de Calgary, as mudanças climáticas e a redução das massas de gelo devem aumentar a frequência desses eventos em ambientes do Ártico e subártico.