Ciência

Missão Artemis II utilizará tecnologia de órgãos em chip para monitorar efeitos da radiação cósmica

10 de Abril de 2026 às 09:18

A missão Artemis II testará a blindagem da nave Orião contra a radiação cósmica e a transmissão de dados via laser. A tripulação passará por monitoramentos de saúde mental e exames biológicos, incluindo o uso de "órgãos em chip". O objetivo é coletar dados para futuras bases lunares e viagens a Marte

Missão Artemis II utilizará tecnologia de órgãos em chip para monitorar efeitos da radiação cósmica
Fuente: TikTok

A missão Artemis II expande a fronteira da pesquisa científica no espaço profundo ao levar a nave Orião para além dos cintos de Van Allen. Diferente das atividades realizadas na Estação Espacial Internacional, que conta com a proteção natural desse escudo contra a radiação cósmica, a nova expedição expõe a tripulação e os equipamentos a um ambiente extremo. Para mitigar esses riscos, a cápsula Orião utiliza um sistema de blindagem que terá sua eficácia testada em tempo real durante o trajeto.

O monitoramento dos impactos biológicos será feito por meio de análises de urina, saliva e sangue, buscando identificar estresse oxidativo ou danos ao DNA. Complementando esses exames, a missão utilizará a tecnologia de "órgãos em chip". Esses dispositivos, com dimensões semelhantes às de uma memória USB, contêm células dos próprios astronautas e mimetizam funções de órgãos como rins, pulmões e coração. Essa técnica permite que cientistas observem a interação entre a microgravidade e a radiação cósmica em nível celular, evitando a experimentação direta no organismo humano.

Paralelamente aos estudos biológicos, a missão investigará a saúde mental da tripulação. Devido ao isolamento, à distância da Terra e à pressão psicológica da jornada, serão aplicados testes de desempenho cognitivo, qualidade do sono e níveis de estresse.

No campo tecnológico, a Artemis II testará a transmissão de dados via laser, substituindo a dependência exclusiva das ondas de rádio. O sistema possibilita o envio de volumes massivos de informações com maior velocidade e qualidade, permitindo, inclusive, a transmissão de vídeos em alta resolução.

Esses experimentos visam coletar dados fundamentais para viabilizar projetos mais complexos, como a implementação de bases permanentes na Lua e a realização de futuras missões tripuladas a Marte.

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