Ciência

Missões da NASA e da ESA identificam emissão de rádio solar com recorde de 19 dias

19 de Maio de 2026 às 06:37

Missões da ESA e da NASA identificaram uma emissão de rádio solar de 19 dias, recorde anterior de cinco. O fenômeno do tipo IV ocorreu entre 21 de agosto e 9 de setembro, originando-se de uma estrutura magnética da coroa solar

Missões da NASA e da ESA identificam emissão de rádio solar com recorde de 19 dias
EFE/CSIRO

Uma emissão de rádio solar com duração excepcional de 19 dias foi identificada por missões da ESA e da NASA, superando amplamente o recorde anterior de cinco dias. O fenômeno, registrado entre 21 de agosto e 9 de setembro, partiu do Sol e exigiu a análise conjunta de diferentes sondas científicas para a compreensão do comportamento do campo magnético da estrela.

A detecção começou com a Solar Orbiter, missão europeia, sendo complementada doze dias depois pelas naves Wind e Parker Solar Probe, ambas da NASA. A observação foi finalizada com os dados do STEREO-A, que captou o sinal um dia após as sondas anteriores. A análise dessas informações revelou que a emissão girava em sincronia com o Sol, fator determinante para localizar a origem do evento.

Classificado como um fenômeno de tipo IV, o sinal é gerado por elétrons retidos por campos magnéticos na coroa solar. Por essa natureza, a emissão não representou risco direto ao planeta Terra. Para mapear a formação desse depósito de elétrons, os pesquisadores utilizaram uma técnica de rastreamento baseada nos dados do STEREO-A, que vinculou a emissão a uma estrutura magnética da coroa chamada "serpentina de casco", caracterizada por um formato de funil.

O estudo, publicado no Astrophysical Journal Letters, indica que três ejeções de massa coronal preencheram a região com partículas energéticas. O entendimento desse processo contribui para o aprimoramento da previsão do clima espacial, permitindo antecipar eventos solares que podem interferir em comunicações, satélites e tecnologias terrestres.

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