Ciência

NASA divulga rara selfie do rover Perseverance ao chegar à borda da Cratera Jezero

16 de Maio de 2026 às 06:19

A NASA divulgou uma imagem do rover Perseverance composta por 61 fotografias tiradas em março na região Lac de Charmes, na Cratera Jezero. O veículo atingiu o ponto mais distante a oeste da missão e produziu um mosaico de 46 imagens da área de Arbele. O material visa analisar formações rochosas e megabrechas para estudar a evolução geológica de Marte

NASA divulga rara selfie do rover Perseverance ao chegar à borda da Cratera Jezero
Marte: Perseverance da NASA investiga a Cratera Jezero e mostra nova selfie do planeta vermelho em busca de pistas do passado.

A NASA divulgou recentemente uma imagem rara do rover Perseverance, composta por 61 fotografias registradas em março, que marca a chegada do veículo a regiões próximas à borda da Cratera Jezero. O registro, realizado pela câmera WATSON instalada no braço robótico, ocorreu na área denominada Lac de Charmes, onde o rover investiga formações rochosas antigas. Esta é apenas a sexta selfie produzida desde que o veículo pousou em Marte, em 2021, evidenciando a complexidade do processo, que exige planejamento rigoroso e manobras precisas do braço mecânico.

A nova localização do rover, apelidada de “Velho Oeste”, representa o ponto mais distante a oeste visitado desde o início da missão, sinalizando a transição para uma fase de exploração mais ampla. O avanço em direção à borda da cratera permite que a missão observe materiais de origem mais profunda ou antiga, essenciais para compreender diferentes períodos da evolução geológica marciana. A Cratera Jezero foi selecionada para a missão justamente por seu potencial em preservar indícios de ambientes que poderiam ter sido habitáveis no passado.

Além do autorretrato, o Perseverance produziu um mosaico de 46 imagens da região de Arbele, também dentro de Lac de Charmes, utilizando a câmera Mastcam-Z. Esse material é fundamental para a análise do terreno e o planejamento de rotas, permitindo a identificação de estruturas conhecidas como megabrechas. Trata-se de grandes blocos rochosos possivelmente lançados por impactos de meteoritos há bilhões de anos, que podem conter informações sobre as camadas profundas da crosta do planeta.

O estudo desses materiais visa investigar o início da história de Marte, incluindo a possibilidade de a existência de um oceano de magma e os processos de transformação geológica que antecederam o cenário seco e frio atual. O foco da pesquisa não é a detecção de vida direta, mas a busca por sinais de condições ambientais que teriam sustentado a habitabilidade.

Ao completar cinco anos de operação na superfície marciana, o Perseverance atua como um laboratório móvel. A combinação entre a câmera Mastcam-Z, para visões amplas do ambiente, e a WATSON, para registros detalhados e próximos, permite comparar diferentes áreas do terreno e identificar rochas antigas ou deslocadas por impactos. Esse fluxo de dados é crucial para que a equipe na Terra avalie riscos de navegação, como inclinações e rochas soltas, e selecione alvos prioritários para análise científica.

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