NASA inicia operação para evitar a queda do telescópio Swift na atmosfera terrestre
A NASA inicia nesta terça-feira, 30 de junho de 2026, operação com a nave Link, da Katalyst Space Technologies, para elevar a órbita do telescópio Swift. O satélite, que opera a 400 quilômetros de altitude, corre risco de reentrada atmosférica devido a tempestades solares. A missão de 30 milhões de dólares visa reposicionar o equipamento a 600 quilômetros
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Nesta terça-feira, 30 de junho de 2026, a NASA inicia uma operação orbital complexa para evitar a desintegração do telescópio Swift na atmosfera terrestre. Lançado em 2004 para o rastreamento de supernovas, o observatório enfrenta a perda de altitude devido a tempestades solares, que aquecem e expandem a atmosfera, gerando atrito aerodinâmico e reduzindo a velocidade do satélite.
Para mitigar a resistência, a agência desligou os instrumentos científicos do Swift em fevereiro, resultando em uma queda para 400 quilômetros de altitude. Projeções matemáticas indicam que, caso o telescópio atinja o limite crítico de 300 quilômetros — previsto para outubro —, as chances de reentrada descontrolada chegam a 90%, tornando qualquer tentativa de resgate inviável. A perda do equipamento representaria um prejuízo de 500 milhões de dólares e a eliminação de uma capacidade astronômica que a NASA não possui orçamento para substituir.
A execução da missão de 30 milhões de dólares foi delegada à Katalyst Space Technologies. A empresa desenvolveu em nove meses a Link, uma nave autônoma do tamanho de um refrigerador compacto, equipada com painéis solares de 12 metros de envergadura. Para capturar o Swift, que não possui pontos de acoplamento, a Link utiliza três braços extensíveis com mais de um metro de comprimento e pinças duplas.
Devido à inclinação orbital de 20,6 graus do telescópio, o lançamento não ocorrerá de forma tradicional. A nave Link será transportada por um foguete Pegasus XL, acoplado ao avião L-1011 Stargazer. A aeronave decolará de um atol no arquipélago Marshall, disparando o foguete a 39 mil pés de altura sobre o Oceano Pacífico.
Após atingir a órbita, a Link realizará uma perseguição automatizada durante um mês. Caso a captura seja efetuada com sucesso, o veículo levará dois meses para empurrar o Swift de volta à sua órbita estável, a 600 quilômetros de altitude.
Para a Katalyst Space Technologies, a operação valida a viabilidade de robôs espaciais americanos em tarefas de manutenção de observatórios antigos. O CEO da companhia, Ghonhee Lee, afirma que a missão abre caminho para novos serviços orbitais. A empresa planeja lançar, no próximo ano, uma plataforma para alcançar alvos a 35.800 quilômetros da Terra, visando a montagem orbital e o reabastecimento de combustível.
Se o Swift retomar as operações em setembro, a tecnologia da Katalyst poderá ser aplicada ao telescópio Hubble. Com 36 anos de idade, o Hubble também sofre degradação orbital por conta da atividade solar, e a expectativa é que a órbita do instrumento seja elevada por volta de 2028.