Nasa investirá 20 bilhões de dólares para construir base permanente no Polo Sul da Lua
A Nasa planeja implantar uma base no Polo Sul da Lua até 2032, com investimento de US$ 20 bilhões. O projeto Ignition Moon Base prevê 25 lançamentos robóticos até 2029, utilizando equipamentos de empresas como Blue Origin e Astrobotic
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A Nasa detalhou o desenvolvimento de drones, veículos e módulos robóticos de pouso que integrarão a estratégia dos Estados Unidos para a implementação de uma base lunar. O projeto, denominado Ignition Moon Base, prevê a contratação de empresas como Astrobotic, Intuitive Machines e Blue Origin para a fabricação do maquinário. Entre os equipamentos, destaca-se o Endurance, módulo da Blue Origin projetado para navegação autônoma e pousos de precisão, e o Griffin-1, da Astrobotic, que deverá pousar na cratera Nobile, região próxima ao Polo Sul da Lua.
A fase inicial de exploração robótica deve ocorrer até 2029, totalizando 25 lançamentos e o transporte de 4 toneladas de carga. As máquinas serão equipadas com ferramentas de laser para auxílio no pouso e câmeras de alta resolução. Após essa etapa, a agência planeja a instalação de reatores de fissão e sistemas de energia solar, visando estabelecer habitações semipermanentes para humanos até 2032. O investimento para a construção dessa base permanente no Polo Sul é de US$ 20 bilhões.
A escolha do Polo Sul como local estratégico deve-se à presença de água congelada, recurso que pode ser convertido em oxigênio ou utilizado para consumo. A infraestrutura permitirá a realização de experimentos científicos, a exploração de recursos e servirá como ponto de apoio para futuras missões a Marte. Segundo o administrador da Nasa, Jared Isaacman, o objetivo é garantir a presença definitiva dos Estados Unidos na Lua.
O cronograma americano ocorre em paralelo aos planos da China, que pretende levar humanos à superfície lunar até 2030. Recentemente, em 25 de março, o país lançou a espaçonave Shenzhou-23 com destino à estação espacial Tiangong. O governo dos Estados Unidos busca retomar o pouso de astronautas na Lua antes de 2029.
Apesar do envio de quatro astronautas ao redor do satélite em abril, durante a missão Artemis 2, a viabilidade do calendário da Nasa é questionada por cientistas. O principal entrave é a dependência da Starship Human Landing System, nave desenvolvida pela SpaceX que apresenta atrasos e contratempos técnicos. Simeon Barber, cientista lunar da Open University, aponta que a etapa mais crítica é a descida dos astronautas à superfície e sugere que a China pode alcançar esse objetivo primeiro, indicando que o anúncio dos planos americanos reflete, em grande parte, uma pressão política diante da nova corrida espacial.