Nasa investirá US$ 20 bilhões para implementar base fixa na superfície da Lua
A Nasa planeja investir US$ 20 bilhões em sete anos para implantar uma base fixa na Lua, substituindo a estação Lunar Gateway. O cronograma prevê três missões iniciais até 2026 e a consolidação de presença humana constante a partir de 2032. O projeto integra-se ao programa Artemis, com o retorno de astronautas à superfície lunar previsto para 2027
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/g/f/bGUqjSQ7evH1jgekBdDQ/nasa.png)
A Nasa detalhou, nesta terça-feira (26), o planejamento para a implementação de uma base fixa na superfície da Lua. O projeto, que envolve um investimento de US$ 20 bilhões ao longo dos próximos sete anos, substitui a estratégia anterior de implantar a estação espacial Lunar Gateway em órbita lunar, cujos planos foram cancelados em março para realocar recursos à infraestrutura terrestre.
O administrador da agência, Jared Isaacman, apontou que a instalação enfrenta obstáculos significativos, como a radiação, o terreno acidentado e as condições climáticas extremas. Para viabilizar a base, a Nasa prevê três missões iniciais até o fim de 2026. A Moon Base I, programada para o segundo semestre do ano, levará equipamentos científicos ao Polo Sul lunar para mitigar riscos a futuros astronautas. A Moon Base II focará na capacidade de carga, transportando mais de 500 kg de uma só vez para testar o suporte a futuros veículos lunares. Já a Moon Base III, também prevista para 2026, levará cargas de parceiros internacionais e de competições abertas para analisar o desempenho de estruturas sob condições severas de terreno e clima.
O cronograma de implantação da base é dividido em três etapas. A primeira fase, entre 2026 e 2029, concentra-se na construção, testes e aprendizado, prevendo 25 lançamentos, 21 pousos e a primeira missão tripulada. Entre 2029 e 2032, a segunda fase estabelecerá a infraestrutura primária por meio de missões tripuladas semianuais. A partir de 2032, inicia-se a terceira fase, com a consolidação de uma presença humana constante e fixa no satélite.
Esse processo é complementado pelo programa Artemis. A missão Artemis II, lançada em abril de 2026, realizou o primeiro sobrevoo tripulado à Lua desde 1972, testando a cápsula Orion, o foguete Space Launch System (SLS) e protocolos de segurança para o espaço profundo. De acordo com Lori Glaze, diretora de Missões de Desenvolvimento de Sistemas de Exploração, esse sobrevoo é fundamental para a instalação da base. A sequência será a Artemis III, prevista para 2027, que marcará o retorno de astronautas à superfície lunar — incluindo a primeira mulher e a primeira pessoa negra — preparando o caminho para a permanência contínua no local.
Sobre a transição da Lunar Gateway para a base na superfície, Isaacman afirmou que, embora existam desafios de cronograma e hardware, a agência reaproveitará compromissos de parceiros internacionais e equipamentos para apoiar os objetivos do programa. Originalmente, a Gateway serviria como plataforma de pesquisa e estação de transferência para os veículos de pouso.