Ciência

NASA oficializa o encerramento da missão da sonda MAVEN após perda de contato com o equipamento

03 de Junho de 2026 às 18:04

A NASA encerrou a missão da sonda MAVEN nesta quarta-feira (3) após a perda de contato em 6 de dezembro de 2025. A nave apresentou rotação anormal e esgotamento de baterias, impossibilitando a recuperação do equipamento. Em operação desde 2014, a sonda analisou a atmosfera de Marte e gerou mais de 800 estudos científicos

NASA oficializa o encerramento da missão da sonda MAVEN após perda de contato com o equipamento
Divulgação/Nasa

A NASA oficializou nesta quarta-feira (3) o encerramento da missão da sonda MAVEN (Mars Atmosphere and Volatile Evolution), após concluir que a nave espacial é irrecuperável. O último contato com o equipamento ocorreu em 6 de dezembro de 2025, quando a sonda deixou de transmitir sinais ao passar por trás de Marte em relação à Terra.

Investigações da agência revelaram que a nave entrou em modo de segurança e apresentou uma rotação em velocidade anormal. Esse comportamento resultou no esgotamento das baterias e na perda de energia do sistema de comunicação, impossibilitando o envio de dados. A causa original da falha ainda não foi determinada, e a NASA deve divulgar um relatório final sobre o incidente até o fim deste ano.

Lançada em novembro de 2013 e em órbita marciana desde setembro de 2014, a MAVEN operou por mais de 11 anos, superando a previsão inicial de apenas doze meses de atividade. O foco da missão era analisar a perda da atmosfera de Marte ao longo de bilhões de anos, buscando compreender a transição do planeta, que possivelmente teve água líquida, para um estado frio e árido.

Durante sua operação, a sonda demonstrou que tempestades solares aceleram a dissipação da atmosfera marciana e observou diretamente a fuga de partículas para o espaço. A MAVEN também identificou novos tipos de auroras em Marte e estudou como tempestades globais de poeira impactam a perda de água do planeta. Paralelamente às pesquisas, a nave atuou como retransmissora de dados para robôs que exploram a superfície marciana.

A missão resultou em mais de 800 estudos científicos. Segundo Louise Prockter, diretora da Divisão de Ciência Planetária da NASA, as descobertas são essenciais para definir as medidas de segurança e a proteção contra radiação necessárias para futuras missões tripuladas. Os dados coletados continuarão a ser utilizados por pesquisadores nas próximas décadas.

Com informações de G1

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