Ciência

Nova espécie de ave do período Cretáceo revela rituais de exibição sexual na China antiga

29 de Maio de 2026 às 12:17

Pesquisadores identificaram na China a Plumadraco bankoorum, espécie de ave do período Cretáceo com cerca de 15 centímetros. O exemplar macho possuía penas ornamentais na cauda com coloração escura e brilho azulado, utilizadas para exibição visual. O estudo foi publicado na revista PLOS One

Nova espécie de ave do período Cretáceo revela rituais de exibição sexual na China antiga
PLOS One/Clark et al.

A identificação de uma nova espécie de ave do período Cretáceo, denominada *Plumadraco bankoorum*, revela detalhes sobre o comportamento reprodutivo e a aparência de animais que habitaram a China há 121 milhões de anos. O espécime, pertencente ao grupo extinto dos enantiornites — aves que prosperaram no Mesozoico e desapareceram há 66 milhões de anos —, foi analisado em estudo publicado na revista PLOS One.

O animal possuía um corpo de aproximadamente 15 centímetros, mas se destacava por duas penas ornamentais na cauda que quase duplicavam seu tamanho total. A característica física, que não possuía função relacionada ao voo, sugere que a espécie utilizava a cauda para exibição visual. A análise do fóssil indica que o exemplar era um macho e que a ornamentação exagerada servia para atrair parceiras por meio de demonstrações, evidenciando que a seleção sexual e rituais visuais já ocorriam muito antes das aves modernas.

A descoberta ocorreu durante uma visita de pesquisa de Alex Clark, doutorando no Field Museum e na Universidade de Chicago, ao Museu Shandong Tianyu, na China. Para compreender a natureza do animal, a equipe de pesquisadores realizou medições, fotografias detalhadas e espectrometria de massas para examinar a composição química do fóssil.

Os resultados da análise química sugerem que as penas tinham coloração marrom escura ou preta, com um brilho iridescente ou azulado nas extremidades. Esse efeito visual não era resultado de pigmentação azul, mas da própria estrutura das proteínas. Além disso, a conservação do material permitiu notar variações na estrutura das penas ao longo da cauda, o que teria gerado diferentes níveis de oscilação e brilho enquanto o animal se movimentava.

O nome da espécie, *Plumadraco bankoorum*, homenageia a plumagem do animal e o trabalho dos biólogos especializados em aves Winston e Paul Banko.

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