Nova espécie de superpredador marinho do período Cretáceo é identificada a partir de fósseis antigos
A paleontóloga Amelia Zietlow identificou o Tylosaurus rex, superpredador marinho de 13 metros do período Cretáceo, a partir de fósseis do norte do Texas. A nova espécie, publicada no Bulletin of the American Museum of Natural History, diferencia-se do Tylosaurus proriger por dentes serrilhados e maior musculatura cervical e mandibular
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A identificação do *Tylosaurus rex*, um superpredador marinho do período Cretáceo, promove uma reavaliação de fósseis de mosassauros e redefine a hierarquia dos caçadores pré-históricos. O estudo, publicado no *Bulletin of the American Museum of Natural History*, detalha a descoberta de uma espécie distinta a partir de materiais que permaneciam em coleções científicas há décadas.
A nova classificação surgiu quando a paleontóloga Amelia Zietlow, do American Museum of Natural History, observou que um espécime coletado em 1979, próximo a uma represa artificial em Dallas, divergia das características do *Tylosaurus proriger*. A conclusão de que se tratava de uma nova espécie foi confirmada após a comparação do fóssil com o espécime de referência do *T. proriger*, mantido no Museu de Zoologia Comparada de Harvard.
Com cerca de 80 milhões de anos, os fósseis do *Tylosaurus rex* são originários principalmente do norte do Texas e habitavam a *Western Interior Seaway*, mar interior que conectava o Golfo do México ao Ártico. O animal atingia aproximadamente 13 metros de comprimento, superando em cerca de 4 metros a maioria dos exemplares de *Tylosaurus proriger*.
Anatomicamente, o *Tylosaurus rex* diferencia-se pela presença de dentes finamente serrilhados e por uma musculatura cervical e mandibular superior. Essas características indicam a adaptação do animal para capturar presas de grande porte e aplicar forte pressão com a mandíbula.
Evidências de violência intraespecífica foram encontradas em fósseis da espécie, como no espécime "Black Knight", do Perot Museum of Nature and Science, que apresenta uma fratura na mandíbula inferior e a perda da ponta do focinho. Ron Tykoski, conservador de paleontologia de vertebrados do mesmo museu, afirma que o grau de agressividade entre indivíduos da mesma espécie é inédito em outros registros de *Tylosaurus*.
A reclassificação impacta a catalogação de espécimes expostos em instituições renomadas, como o exemplar Bunker, na University of Kansas, e Sophie, no Yale Peabody Museum, que agora passam a ser identificados como *Tylosaurus rex*. Para Zietlow, o trabalho evidencia a importância de modernizar as ferramentas de estudo e revisar suposições antigas sobre a evolução dos répteis marinhos.