Nova rede de satélites da Open Cosmos reduz tempo de entrega de dados geoespaciais
A Open Cosmos desenvolveu a Open Constellation 1.0, rede de satélites de observação da Terra com lançamento previsto para 2026. O sistema processa dados em órbita para reduzir a entrega de informações geoespaciais para menos de quatro horas. A infraestrutura de fabricação paneuropéia integra imagens multiespectrais e hiperespectrais para monitoramento de áreas críticas
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A Open Cosmos desenvolveu a Open Constellation 1.0, uma nova rede de satélites de observação da Terra projetada para reduzir drasticamente o tempo de entrega de dados geoespaciais. Enquanto sistemas convencionais podem levar até 48 horas para fornecer informações, a nova infraestrutura é capaz de entregar dados úteis em menos de quatro horas, podendo reduzir esse prazo para 30 minutos em cenários de emergência.
O sistema opera por meio da combinação de imagens multiespectrais, que permitem o rastreamento de alta resolução em grandes extensões geográficas, e imagens hiperespectrais, voltadas para a análise ambiental e a identificação precisa de materiais. A constelação possui capacidade de capturar dados de até 3 milhões de quilômetros quadrados por dia, integrando links entre satélites, cargas úteis de IoT e processamento de inteligência artificial a bordo.
Essa arquitetura elimina atrasos históricos na retransmissão de dados ao realizar a coleta e o processamento diretamente em órbita. A agilidade é viabilizada pela integração com a camada de banda larga da rede ConnectedCosmos e outros provedores de conectividade, transformando a obtenção de imagens, antes passiva, em uma rede de inteligência com resposta rápida.
A aplicação da tecnologia foca em operações críticas para governos e empresas, abrangendo a proteção de infraestruturas energéticas, vigilância ambiental, planejamento de cidades inteligentes, operações de mineração e resposta a desastres naturais ou ameaças à segurança. O objetivo é permitir que a tomada de decisão ocorra quase em tempo real, especialmente quando o fator tempo é determinante.
Os primeiros satélites da Open Constellation 1.0 têm lançamento previsto para o decorrer de 2026. O projeto é fruto de fabricação paneuropéia, com unidades produzidas em instalações localizadas em Portugal, Grécia, Reino Unido e Espanha, consolidando a infraestrutura de observação da Terra no continente.