Objeto Interestral Capturado Pelo Sol, Desafiando Teorias Sobre Interação Celestial
Um estudo recentemente publicado pelo Observatório Rubin analisou a interação entre corpos celestiais interesterais e o Sistema Solar. De acordo com as análises, esses corpos podem sofrer uma aceleração não gravitacional que os faz presos ao Sol pela gravidade. O objeto 3I/ATLAS é um exemplo de captura solar, pois sua velocidade era superior à necessária para permanecer no Sistema Solar e a aceleração não foi suficiente para desacelerá-lo
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Um novo estudo recentemente divulgado pelo Observatório Rubin revela detalhes sobre como os objetos interestelares interagem com o Sistema Solar. De acordo com as análises realizadas por pesquisadores, esses corpos celestiais são identificados pela sua energia positiva em relação ao Sol.
A velocidade de escape do Sistema Solar é determinada pela gravidade solar e equivale a 42,1 quilômetros por segundo na órbita da Terra. No entanto, quando um objeto interestelar se aproxima do Sol, ele pode sofrer uma aceleração não gravitacional causada pela desgasificação de gelo próximo à Terra.
Essa força pode reduzir a energia cinética positiva do objeto e até o ponto em que sua energia líquida torna-se negativa. Nesse caso, o objeto fica preso ao Sol por meio da gravidade.
Um exemplo específico é o objeto interestelar 3I/ATLAS, que entrou no Sistema Solar com uma velocidade de 58 quilômetros por segundo e deveria ter desacelerado para permanecer aqui. No entanto, a aceleração não gravitacional medida foi extremamente baixa, cerca de 0,0001.
De acordo com os cálculos realizados pelos pesquisadores do estudo coautorizado pelo mesmo autor que escreveu este artigo junto com Valentin Thoss e Andi Burkert, o limite para que um objeto permaneça no Sistema Solar é A/g > (U/ve)². Nesse caso específico, a velocidade de escape na distância do periélio do 3I/ATLAS era de 36 quilômetros por segundo.
Para que o 3I/ATLAS pudesse desacelerar e permanecer no Sistema Solar, ele precisaria ter uma aceleração não gravitacional superior à gravitacional em um fator de A/g > (58/36)² = 2,6. Como isso não ocorreu, a conclusão é que o objeto interstellar foi capturado pelo Sol.
A base de dados completa do Observatório Rubin será divulgada futuramente e deve fornecer mais informações sobre os objetos interestelares e como eles se comportam no Sistema Solar.