Ciência

Película biodegradável de bioplástico resfria edifícios sem a necessidade de eletricidade ou sistemas mecânicos

11 de Junho de 2026 às 12:10

Pesquisadores da China e da Austrália desenvolveram um metafilm biodegradável de ácido poliláctico que resfria edifícios sem eletricidade. O material reflete 98,7% da radiação solar e reduziu a temperatura em até 9,2 graus em testes de laboratório. Simulações indicam que a tecnologia pode diminuir o consumo anual de energia de edifícios em 20,3%

Película biodegradável de bioplástico resfria edifícios sem a necessidade de eletricidade ou sistemas mecânicos
Pexels/José Antonio Gallego Vázquez

Pesquisadores da Universidade de Zhengzhou, na China, e da Universidade do Sul da Austrália desenvolveram um metafilm biodegradável capaz de resfriar edifícios sem a necessidade de eletricidade ou sistemas mecânicos. A tecnologia, detalhada na publicação *Cell Reports Physical Science*, utiliza o ácido poliláctico (PLA), um bioplástico de origem vegetal, para criar uma película aplicada sobre superfícies expostas ao sol.

O material atua refletindo 98,7% da radiação solar e impedindo que o frio interno das estruturas escape para o ambiente externo. Em testes de laboratório, a película reduziu a temperatura em até 9,2 graus nos períodos de máxima radiação. Em aplicações práticas, fora do ambiente controlado, a redução média de temperatura foi de 4,9 graus durante o dia e de 5,1 graus à noite.

A durabilidade do bioplástico foi testada sob exposição a radiação ultravioleta equivalente a oito meses ao ar livre e em ambiente ácido por 120 horas, mantendo a capacidade de resfriamento com reduções de até 6,5 graus.

Simulações em cidades de clima quente, como Lhasa, no Tibete, apontam que a implementação do material pode diminuir o consumo anual de energia de edifícios em 20,3%, reduzindo a dependência de aparelhos de ar condicionado e as emissões de carbono.

Embora o projeto esteja em fase de desenvolvimento para escala industrial, a aplicação do PLA biodegradável em substituição a cerâmicas ou polímeros petroquímicos já prevê expansões para os setores de transporte, agricultura, eletrônica e biomedicina, incluindo a criação de curativos que mantenham temperaturas baixas sem sistemas ativos.

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