Pentágono divulga documentos sobre fenômenos anormais, mas descarta evidências de tecnologia alienígena
Documentos do Pentágono sobre fenômenos anormais nos céus não apresentam provas de tecnologia extraterrestre, apesar de registros com comportamentos atípicos. O governo dos Estados Unidos não determinou a origem de diversos casos, incluindo objetos detectados por sensores e drones. Especialistas sugerem que os eventos podem envolver sistemas de vigilância ou tecnologias experimentais de outras nações
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A divulgação de documentos oficiais do Pentágono sobre fenômenos anormais nos céus reacendeu a discussão sobre a natureza de avistamentos não identificados. Embora o material inclua fotografias, vídeos e relatórios de casos sem solução, a análise técnica indica que a probabilidade de se tratar de tecnologia alienígena é extremamente remota, não havendo provas verificáveis para a hipótese extraterrestre nos arquivos.
O governo dos Estados Unidos admite a incapacidade de determinar com precisão a origem de diversos registros. Parte desse conteúdo é explicável por fatores simples, como ruídos de imagem, artefatos visuais, insetos próximos às lentes ou flashes de raios cósmicos. Contudo, outros episódios apresentam complexidade superior, como os vídeos desclassificados em 2020 da Marinha dos EUA. Naquelas imagens, capturadas por caças F/A-18 Super Hornet, objetos com formato de "Tic Tac" exibiram comportamentos incompatíveis com aeronaves convencionais e ausência de sinais visíveis de propulsão. A relevância desses casos reside no fato de que os fenômenos foram detectados simultaneamente por câmeras e sensores avançados, descartando falhas ópticas ou interferências isoladas.
Outro registro significativo, apresentado em audiência no Congresso dos EUA em 2025, envolveu um drone MQ-9 Reaper. A gravação mostra o acompanhamento de um objeto que, mesmo após ser atingido por um míssil Hellfire, sofreu apenas um desvio de trajetória, sem ser destruído.
James Dwyer, da Universidade de Tasmania, argumenta que tais eventos podem ser explicados por tecnologias conhecidas ou em fase de desenvolvimento, como globos de vigilância, drones e sistemas experimentais. Dwyer sugere, inclusive, que nações estrangeiras possam estar testando novas tecnologias em território estadunidense para avaliar a resposta das defesas locais.
A diversidade dos relatos amplia o cenário, incluindo a observação de supostos enxames próximos a bases militares na Europa e nos Estados Unidos, além de objetos de alta altitude interceptados ou derrubados na América do Norte. O conjunto de evidências aponta que esses fenômenos refletem questões de vigilância, defesa aérea e a dificuldade de identificação de ameaças modernas, em vez de evidências de visitantes interestelares.