Pentágono divulga vídeos e fotografias que sugerem a presença de objetos voadores não identificados
O Pentágono divulgou, em 22 de maio de 2026, vídeos e fotografias de objetos voadores não identificados. A liberação ocorre após testemunhos no Congresso dos Estados Unidos sobre o sigilo de naves e corpos extraterrestres
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O Pentágono divulgou, em 22 de maio de 2026, vídeos e fotografias anteriormente classificados que sugerem a presença de objetos voadores não identificados. A liberação desses documentos é a sequência de um processo iniciado em julho de 2023, quando testemunhos no Congresso dos Estados Unidos afirmaram que o governo mantinha em segredo naves espaciais e restos de corpos extraterrestres. Esse cenário impulsionou a transição de relatos sobre OVNIs para um campo de debate sério entre governos e a comunidade científica.
Contudo, a viabilidade de visitas alienígenas enfrenta barreiras severas sob a ótica da física e da engenharia aeroespacial. Como não há evidências de vida inteligente no sistema solar, qualquer visitante teria que originar-se de outro sistema estelar na Via Láctea. A estrela mais próxima do Sol, Próxima Centauri, dista 4,25 anos-luz (cerca de 40 bilhões de quilômetros). Para ilustrar a escala, se a Terra fosse do tamanho de uma semente, a distância até essa estrela equivaleria ao trajeto entre Nova York e Sydney.
Considerando que a vida inteligente deve ser rara, a civilização mais próxima estaria, provavelmente, a distâncias ainda maiores. Viagens interestelares demandariam anos ou séculos, elevando o risco de falhas catastróficas. Para mitigar isso, a nave precisaria de alta velocidade, embora a física impeça que qualquer objeto atinja ou supere a velocidade da luz (300.000 km/s). Limitações de engenharia, como a disponibilidade de combustível e a integridade estrutural, restringiriam a velocidade máxima, sendo 30.000 km/s (10% da velocidade da luz) considerada uma velocidade de cruzeiro realista. Nesse ritmo, percorrer 10 anos-luz levaria um século.
O maior desafio técnico reside na aceleração e desaceleração da nave. No vácuo do espaço, a ausência de atmosfera elimina a resistência aerodinâmica, permitindo que a nave avance por inércia após atingir a velocidade de cruzeiro. No entanto, a falta de atmosfera também impede a frenagem natural, exigindo que o sistema de propulsão atue em ambas as extremidades da viagem.
Entre as estratégias de propulsão, o uso de lasers de alta potência emitidos de um planeta de origem para empurrar uma vela refletora na nave eliminaria a necessidade de combustível a bordo. Contudo, a infraestrutura energética necessária seria colossal e o método não oferece mecanismo de desaceleração, a menos que fosse parte de um sistema híbrido.
Já a propulsão por foguetes permite a frenagem ao inverter a direção dos gases de escape, mas impõe o problema do peso: é necessário transportar combustível para carregar o próprio combustível, gerando um ciclo de massa dispendioso. Dentro dessa categoria, a propulsão química, usada em todas as missões humanas, é insuficiente; para atingir 30.000 km/s, exigiria mais combustível do que a massa de todo o universo observável.
A propulsão por antimateria seria a mais eficiente, convertendo 100% da massa em energia e permitindo a velocidade de cruzeiro com combustível representando menos de 25% da massa da nave. Entretanto, a antimateria é instável, cara e produzida em quantidades ínfimas — menos de 20 miligramas com vida útil de frações de segundo. A fusão nuclear, que mimetiza o Sol, é mais viável que a antimateria e produziria 10 milhões de vezes mais energia que foguetes químicos, mas ainda exigiria combustível equivalente a 150 vezes a massa da nave para a mesma velocidade.
Além da energia, a estrutura da nave enfrentaria riscos extremos. A 30.000 km/s, grãos de poeira cósmica atingiriam o casco com a energia de balas calibre 22, e átomos de hidrogênio causariam radiação erosiva. A proteção exigiria blindagens magnéticas complexas, aumentando a massa da nave e, consequentemente, a demanda por combustível.
Embora nenhuma lei física proíba isoladamente a viagem interestelar, a combinação de requisitos de engenharia contraditórios — como a necessidade de ser simultaneamente leve e extremamente resistente — pode tornar a missão inviável. Mesmo tecnologias desconhecidas enfrentariam obstáculos análogos. Assim, a chegada de visitantes dependeria não apenas de superação técnica, mas de maturidade tecnológica, recursos, desejo coletivo e proximidade geográfica.