Pentágono libera 162 documentos desclassificados sobre Fenômenos Anormais Não Identificados após anúncio de Donald Trump
O Pentágono publicou 162 documentos desclassificados sobre Fenômenos Anormais Não Identificados, incluindo registros da NASA, FBI e Departamento de Estado. O acervo contém a foto de três luzes triangulares da missão Apolo 17 e o depoimento de um piloto de drone sobre um avistamento em 2023. A medida visa a transparência pública, mas mantém sigilo sobre tecnologias de sensores para preservar a segurança nacional
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O Pentágono disponibilizou um portal com os primeiros 162 documentos desclassificados sobre Fenômenos Anormais Não Identificados (FANI), atendendo a um anúncio feito por Donald Trump na rede Truth Social há três meses. A iniciativa, que prevê a divulgação de novos arquivos futuramente, ocorre após o presidente classificar o tema como de extrema importância.
A movimentação foi impulsionada, em parte, por declarações de Barack Obama em fevereiro, quando o ex-presidente afirmou que extraterrestres são reais, embora não os tivesse visto ou soubesse de sua presença na Área 51. Trump criticou a postura de Obama, alegando que informações classificadas foram expostas indevidamente e que a desclassificação oficial seria a via para resolver a situação.
O acervo liberado reúne transcrições de voos da NASA, arquivos do FBI e relatórios do Departamento de Estado. Entre os registros, destaca-se uma fotografia de 1972, da missão Apolo 17, que exibe três pontos de luz em formato triangular. O Pentágono registrou que não há consenso sobre a natureza daquela anomalia, mas uma análise preliminar recente indica a possibilidade de se tratar de um objeto físico. Outro documento detalha o depoimento de um piloto de drone ao FBI sobre um avistamento em setembro de 2023; o operador descreveu um "objeto linear" com luz intensa que desapareceu após dez segundos, sem deixar rastros.
A abertura dos dados acontece sob a justificativa política de oferecer transparência ao público, contrastando com a postura de gestões anteriores que, segundo a atual administração, tentavam dissuadir a população sobre o assunto. A medida responde a pressões do Congresso, como as de Anna Paulina Luna, presidente do grupo de trabalho sobre FANI na Câmara, que em setembro de 2025 denunciou a falta de transparência e o impedimento de acesso a vídeos e relatórios. O congressista Tim Burchett endossou a ação de Trump, embora tenha ressaltado que o processo de transparência será gradual.
A desclassificação é parcial para evitar a exposição de tecnologias de sensores de ponta que poderiam comprometer a segurança nacional ou revelar vulnerabilidades do sistema de defesa americano a potências rivais. Diante disso, o astrofísico de Harvard, Avi Loeb, líder do Projeto Galileo, propõe que sejam liberados eventos ocorridos há 50 anos ou mais, já que tecnologias de meados do século XX não possuem mais relevância estratégica.
Apesar da divulgação, a interpretação dos dados exige cautela. O relatório do Pentágono de 2024, que catalogou centenas de incidentes, não encontrou evidências de tecnologia alienígena confirmada pelo governo. Até o momento, os 162 documentos publicados não comprovam visitas extraterrestres, permanecendo a incerteza se futuras liberações serão substanciais ou se terão caráter meramente cosmético.