Pesquisadores de Oxford descobrem nova espécie de caranguejo que vive em florestas da Indonésia
Pesquisadores da Universidade de Oxford descobriram uma nova espécie de caranguejo terrestre nas montanhas Cíclopes, na Indonésia. O animal habita florestas úmidas e copas de árvores, adaptando-se ao ambiente fora da água devido à alta pluviosidade local
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Pesquisadores da Universidade de Oxford identificaram uma nova espécie de caranguejo nas montanhas Cíclopes, na Indonésia, com a capacidade de habitar ambientes terrestres, movendo-se entre o solo úmido da floresta e as copas das árvores. O registro desse novo gênero expande a compreensão sobre a adaptação de crustáceos, que geralmente estão restritos a habitats costeiros ou de água doce.
A descoberta ocorreu durante uma expedição em uma região de difícil acesso e anteriormente inexplorada pela ciência moderna. O objetivo inicial da missão era localizar o equidna de bico longo de Attenborough, espécie considerada extinta desde a década de 1960, a qual foi confirmada por meio de câmeras de armadilha.
A sobrevivência do caranguejo fora da água é atribuída ao microclima das montanhas Cíclopes. Como esses animais respiram por brânquias, a alta pluviosidade e a umidade permanente da floresta permitem que as criaturas superem o desafio fisiológico de viver em terra, ocupando nichos ecológicos inesperados onde a vegetação e a chuva compensam a ausência de massas de água contínuas.
O entomólogo Leonidas-Romanos Davranoglou, pós-doutor do Leverhulme Trust no Museu de História Natural da Universidade de Oxford, destacou que a localização do animal no coração da floresta diverge drasticamente do habitat típico da espécie.
A coleta de dados foi marcada por condições extremas. A equipe enfrentou terremotos que forçaram a evacuação de cavernas, além da presença de aranhas e serpentes venenosas. Entre os incidentes registrados, Davranoglou sofreu fraturas em ambos os braços, um integrante contraiu malária e outro precisou de assistência médica para remover uma pulga do olho.
James Kempton, diretor da expedição pela Universidade de Oxford, descreveu a região como um laboratório natural que combina perigo e biodiversidade, evidenciando que o isolamento do ecossistema ainda abriga organismos capazes de surpreender a comunidade científica.