Pesquisadores desenvolvem plantas que emitem luz de forma autônoma por meio de edição genética
Pesquisadores de Pequim criaram plantas que emitem luz via edição genética de fungos e vaga-lumes, técnica aplicada em mais de vinte espécies. Outros métodos incluem a injeção de fósforo na China e compostos biocompatíveis na Espanha. No mercado, a startup Light Bio comercializa a Petúnia Vaga-Lume nos Estados Unidos
:format(jpg)/f.elconfidencial.com%2Foriginal%2Fab1%2F1a4%2F069%2Fab11a40694f0446fdd59a8ab2cbb7381.jpg)
Pesquisadores desenvolveram plantas capazes de emitir luz de forma autônoma, sem a necessidade de fiação elétrica ou consumo de energia externa. A tecnologia, apresentada no Fórum de Zhongguancun de Inovação, em Pequim, utiliza a edição genética para integrar genes de fungos e vaga-lumes aos tecidos vegetais. O processo baseia-se na oxidação controlada de moléculas que liberam energia em forma de fótons, permitindo que o metabolismo da própria planta sustente a luminosidade.
O projeto é liderado pelo Dr. Li Renhan, doutor em Biologia pela Universidade de Agricultura da China e fundador da Magicpen Bio. Até o momento, a técnica foi aplicada em mais de vinte espécies, incluindo crisântemos, girassóis e orquídeas Phalaenopsis. A proposta da Magicpen Bio visa a substituição da iluminação artificial em cidades para reduzir emissões e economizar energia, com aplicações imediatas voltadas ao turismo cultural e à economia noturna, como em jardins iluminados e parques temáticos.
Outras abordagens científicas buscam resultados semelhantes sem a alteração do genoma. A Universidade Agrícola do Sul da China publicou, em agosto de 2025, um método de injeção de partículas de fósforo nos tecidos vegetais. Essa técnica produz luz nas cores azul, vermelha, verde ou violeta por cerca de duas horas após a exposição solar ou artificial. De forma análoga, a empresa espanhola Bioo desenvolveu um composto fosforescente biocompatível que é absorvido pela planta em 24 horas, mantendo o efeito durante todo o ciclo de vida do vegetal para atender às normas europeias sobre organismos geneticamente modificados.
No setor comercial, a startup norte-americana Light Bio iniciou a venda da Petúnia Vaga-Lume em 2024, após autorização do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos em setembro de 2023. O desenvolvimento foi conduzido pelo Dr. Keith Wood, pioneiro em plantas luminosas na década de 1980, utilizando genes de fungos bioluminescentes. Paralelamente, a empresa japonesa LEP, originada da Universidade de Osaka e do Instituto de Ciência e Tecnologia de Nara, trabalha com fotoproteínas de fungos em árvores e plantas, com protótipos previstos para 2025 e um aporte financeiro de aproximadamente 160 milhões de ienes.