Ciência

Pesquisadores encontram estromatólitos em cratera de asteroide na Península Coreana

26 de Maio de 2026 às 18:10

Pesquisadores do Instituto Coreano de Geociências e Recursos Minerais identificaram estromatólitos de 10 a 20 centímetros na cratera de Hapcheon. O estudo, publicado na revista Communications Earth & Environment, indica que as formações surgiram em um lago hidrotermal originado por impacto de asteroide

Pesquisadores encontram estromatólitos em cratera de asteroide na Península Coreana
Imagem ilustrativa mostra lago hidrotermal em cratera de impacto, estromatólitos e cenário associado às pesquisas sobre vida primitiva e possíveis ambientes semelhantes em Marte.

Pesquisadores do Instituto Coreano de Geociências e Recursos Minerais (KIGAM) identificaram a presença de estromatólitos na cratera de Hapcheon, a única estrutura de impacto de asteroide confirmada na Península Coreana. Essas formações rochosas, resultantes da atividade de microrganismos ao longo de milhões de anos, foram localizadas na região noroeste da cratera, apresentando diâmetros que variam entre 10 e 20 centímetros.

A análise do local indica que o impacto do asteroide derreteu rochas e gerou calor, o que teria sustentado um lago hidrotermal rico em minerais. Esse ambiente extremo teria sido favorável ao desenvolvimento de microrganismos resistentes. As evidências desse sistema são reforçadas por marcas de alterações causadas por água em altas temperaturas e pela presença de material extraterrestre misturado às rochas da cratera. De acordo com os cientistas, as camadas internas dos estromatólitos exibem sinais intensos de atividade hidrotermal, sugerindo que as estruturas se formaram enquanto o ambiente ainda permanecia aquecido.

O estudo, publicado na revista Communications Earth & Environment, registra a primeira vez que tais formações são identificadas nessa região. Os dados contribuem para a compreensão do Grande Evento de Oxidação, ocorrido há aproximadamente 2,4 bilhões de anos, período em que a atividade de organismos microscópicos elevou drasticamente os níveis de oxigênio na atmosfera terrestre. Nesse contexto, lagos originados por impactos de asteroides podem ter atuado como oásis de oxigênio.

Para Jaesoo Lim, autor principal da pesquisa, a descoberta oferece a primeira evidência abrangente de que estromatólitos conseguem se desenvolver em lagos hidrotermais criados por colisões espaciais. O achado fortalece a tese de que crateras de impacto desempenharam um papel relevante na origem da vida e indica que regiões semelhantes em Marte, que possui diversas crateras que podem ter abrigado água, são alvos prioritários para a detecção de sinais de vida antiga fora da Terra.

Com informações de Click Petróleo e Gás

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